Wall Street encerra dia com variações mínimas mas aproxima-se do ‘bear market’

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em terreno misto, com variações mínimas, depois de um dia animado pela descida das taxas de juro na China, seguida por ventas massivas e uma recuperação no final da sessão.

Wall Street encerra dia com variações mínimas mas aproxima-se do 'bear market'

Wall Street encerra dia com variações mínimas mas aproxima-se do ‘bear market’

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em terreno misto, com variações mínimas, depois de um dia animado pela descida das taxas de juro na China, seguida por ventas massivas e uma recuperação no final da sessão.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 0,03% e o alargado S&P500 avançou 0,01%, mas o tecnológico Nasdaq recuou 0,30%.

No meio da sessão, o S&P500 chegou mesmo a evoluir 20% abaixo do seu último máximo histórico, datado de janeiro passado, o que colocava então a bolsa no designado ‘mercado urso’ (‘bear market’), de onde entretanto saiu.

Em geral, a sessão foi dominada pelo receio dos investidores com a inflação e o seu impacto nos lucros das empresas.

“Um mercado baixista para o S&P500 significa que se aproxima um crescimento reduzido da economia, mesmo uma recessão no próximo ano, com alguns o apontam”, preveniu Karl Haeling, do LBBW.

Os índices nova-iorquinos, abalados desde há semanas pelas repercussões da inflação nos EUA e no mundo, registaram assim a sua sétima consecutiva de perdas, no caso do Nasdaq e do S&P, uma novidade desde 2001, quando rebentou a bolha da internet.

No caso do Dow Jones, esta foi a oitava semana consecutiva a perder, algo inédito desde 1923.

“Os primeiros ganhos da sessão desapareceram para acabar uma semana volátil, que viu alguns resultados financeiros de empresas do setor da distribuição exacerbar os ventos desfavoráveis da inflação”, apontaram os analistas da Schwab.

Esta semana, as ações foram conduzidas para uma espiral descendente, provocada por resultados e perspetivas medíocres anunciadas pelos grupos de distribuição dos EUA.

Estes avisaram que a subida dos custos estava a reduzir os seus lucros e as suas vendas e a começar a mudar os comportamentos de compra dos consumidores.

Karl Haeling, analista dos mercados de capitais para o ramo nova-iorquino do banco alemão Landesbank Baden-Württemberg (LBBW), realçou que “uma nova correlação se estava a estabelecer entre os mercados norte-americano e chinês”.

Na sua opinião, Todos estes confinamentos na China e as ruturas de aprovisionamento que provocam, começam verdadeiramente a pesar no mercado. Este foi o tema da semana e deve sê-lo para os próximos meses”.

No conjunto da semana, o Dow Jones perdeu 2,90%, o Nasdaq recuou 3,82% e o S&P500 caiu 3,04%.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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