Vendas da Henkel aumentam 7,1% no primeiro trimestre para 5.300 ME

As vendas da Henkel, que detém várias marcas globais de beleza e cuidados para a casa, aumentaram 7,1% no primeiro trimestre este ano, para cerca de 5,3 mil milhões de euros, adiantou a empresa, em comunicado.

Vendas da Henkel aumentam 7,1% no primeiro trimestre para 5.300 ME

Vendas da Henkel aumentam 7,1% no primeiro trimestre para 5.300 ME

As vendas da Henkel, que detém várias marcas globais de beleza e cuidados para a casa, aumentaram 7,1% no primeiro trimestre este ano, para cerca de 5,3 mil milhões de euros, adiantou a empresa, em comunicado.

“Com base nos números preliminares, a Henkel gerou um total de vendas de cerca de 5,3 mil milhões de euros no primeiro trimestre”, referiu, indicando que “isto corresponde a um significativo aumento orgânico de 7,1% em comparação com a expectativa média do mercado de 4,3%”.

A empresa explicou que “o aumento foi impulsionado principalmente por uma forte evolução dos preços combinada com uma ligeira queda nos volumes”.

De acordo com a Henkel, “o crescimento das vendas no primeiro trimestre foi impulsionado principalmente pela unidade de negócio de Adhesive Technologies [adesivos, selantes e revestimentos funcionais], que alcançou um crescimento orgânico de vendas de dois dígitos de 10,7% no primeiro trimestre com base nos números preliminares”, lê-se, na mesma nota.

Por sua vez, a unidade de negócio de Beauty Care (beleza) registou “uma ligeira queda nas vendas orgânicas de 1,2%”, sendo que “o negócio de consumo ficou, como esperado, abaixo do nível do ano anterior, nomeadamente devido à implementação de medidas no portfolio anunciadas para 2022”.

Já na área Laundry & Home Care, ou seja, de cuidados para a roupa e casa, a empresa “alcançou um forte aumento orgânico de vendas de 4,9%, impulsionado pelo significativo crescimento na divisão de ‘laundry'”.

“Embora o desempenho global de vendas da Henkel tenha sido muito bom no primeiro trimestre, o ambiente económico geral continuou a deteriorar-se drasticamente desde o início do ano”, referiu, citado na mesma nota, Carsten Knobel, presidente executivo da Henkel.

De acordo com o gestor, “os efeitos da crise global de covid-19, com uma situação excecionalmente tensa nos mercados de matérias-primas e nas cadeias de abastecimento, foram claramente intensificados pelo conflito na Ucrânia. Assim, os preços dos materiais e de logística voltaram a aumentar significativamente. Além disso, no decurso da guerra na Ucrânia, decidimos, durante o mês de abril, encerrar as nossas atividades na Rússia. Adicionalmente, decidimos encerrar também as nossas atividades na Bielorrússia. Isto afeta as nossas vendas anuais totais em cerca de mil milhões de euros e mais de 2.500 colaboradores”, referiu.

Este cenário levou a que a Henkel tenha revisto as suas estimativas para este ano. Assim, em relação ao preço dos materiais, a Henkel agora antecipa um aumento de cerca de 20% para o ano inteiro em comparação com a média de 2021, sendo que, “anteriormente, tinha sido estimado um aumento abaixo dos 10%”.

“Estes são custos adicionais para todo o ano de cerca de dois mil milhões de euros. O dobro do que tínhamos antecipado no final de janeiro. Nunca tínhamos testemunhado aumentos desta magnitude. Estamos a combater estes desenvolvimentos com contramedidas específicas, com novos aumentos de preços e melhorias na nossa eficiência”, disse Carsten Knobel.

ALYN // CSJ

By Impala News / Lusa

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