Vale Moçambique produz mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para áreas de exploração

A mineradora brasileira Vale anunciou que produziu mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para reflorestamento em Moçambique, no âmbito do projeto de implantação de uma “cortina verde” sobre o muro que separa a área mineira das comunidades.

Vale Moçambique produz mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para áreas de exploração

Vale Moçambique produz mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para áreas de exploração

A mineradora brasileira Vale anunciou que produziu mais de 57 mil mudas de espécies autóctones para reflorestamento em Moçambique, no âmbito do projeto de implantação de uma “cortina verde” sobre o muro que separa a área mineira das comunidades.

Segundo a Vale, em comunicado, a ação resulta do seu Plano de Gestão Ambiental, que já permitiu reflorestar mais de 260 hectares na mina de Moatize, o que “minimizou a emissão de poeiras sobre as zonas habitadas à volta das áreas de exploração”.

“Esta iniciativa permitiu ainda a reposição de espécies florestais no âmbito da manutenção da diversidade da flora e reposição de fonte de alimentação faunística e sustento das populações circunvizinhas que muito dependem da flora”, referiu a empresa.

De acordo com o documento, foram recolhidos cerca de 650 quilos de sementes de 30 espécies de plantas durante o ano anterior.

Em 2020, entre janeiro e dezembro, a mineradora doou cerca de 4.500 espécies de mudas de árvores de fruto e de sombra em todos os bairros das comunidades do distrito de Moatize.

Em Moçambique, a Vale é a principal empresa mineira de carvão, que por sua vez é o principal produto de exportação do país, sobretudo para a Ásia.

Em janeiro, a Vale anunciou a intenção de vender a exploração de carvão no país, justificando-se com objetivo de ser neutra ao nível das emissões de carbono até 2050 e reduzir algumas das suas principais fontes de poluição daquele tipo até 2030.

A empresa já assinou um princípio de entendimento com a parceira japonesa Mitsui, “permitindo a ambas as partes estruturar a saída da Mitsui da mina de carvão de Moatize e do Corredor Logístico de Nacala (NLC, sigla inglesa), como primeiro passo para o desinvestimento da Vale no negócio de carvão.

LYN // LFS

By Impala News / Lusa

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