Total pondera ampliar fábrica de liquefação de gás natural no Norte de Moçambique

A petrolífera francesa Total está a ponderar aumentar a capacidade de produção da fábrica de gás natural liquefeito (GNL) que está a construir no Norte de Moçambique.

Total pondera ampliar fábrica de liquefação de gás natural no Norte de Moçambique

Total pondera ampliar fábrica de liquefação de gás natural no Norte de Moçambique

A petrolífera francesa Total está a ponderar aumentar a capacidade de produção da fábrica de gás natural liquefeito (GNL) que está a construir no Norte de Moçambique.

Maputo, 06 nov 2019 (Lusa) – A petrolífera francesa Total está a ponderar aumentar a capacidade de produção da fábrica de gás natural liquefeito (GNL) que está a construir no Norte de Moçambique, anunciou hoje fonte da empresa.

A hipótese de, além das duas projetadas, acrescentar mais duas unidades de liquefação de gás extraído da Área 1 da bacia do Rovuma, “está em estudo”, referiu Mike Sangster, diretor de exploração e produção da Total na Nigéria.

Aquele responsável falava hoje numa conferência intitulada Semana do Petróleo em África, evento a decorrer na Cidade do Cabo, África do Sul, com a participação de vários investidores mundiais no setor.

A ambição da Total foi exposta por Sangster num painel sobre as perspetivas de investimento em África.

O plano de desenvolvimento aprovado e em implementação na península de Afungi, província de Cabo Delgado, prevê duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano (medição para a qual se usa a sigla mtpa) a partir de 2024.

O plano antecipa já que o empreendimento pode crescer até oito linhas, uma vez que as duas unidades iniciais devem explorar pouco menos de um terço das reservas totais das jazidas.

A Total lidera o consórcio da Área 1 com 26,5%, ao lado da japonesa Mitsui (20%) e da petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC Videsh (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

Os projetos de gás natural devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia do país a crescer mais de 10% anualmente, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras entidades.

LFO // PJA

By Impala News / Lusa

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