Títulos de tecnologia e saúde “pesam” sobre Wall Street

A bolsa nova-iorquina iniciou hoje a semana, depois de um fim de semana prolongado, com os principais índices a apresentarem tendência divergente, penalizados pela perda de títulos da tecnologia e saúde.

Títulos de tecnologia e saúde

Títulos de tecnologia e saúde “pesam” sobre Wall Street

A bolsa nova-iorquina iniciou hoje a semana, depois de um fim de semana prolongado, com os principais índices a apresentarem tendência divergente, penalizados pela perda de títulos da tecnologia e saúde.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average subiu 0,12%, para os 34.569,59 pontos, o tecnológico Nasdaq caiu 0,12%, para as 13.732,43 unidades, e o alargado S&P500 recuou 0,07%, para os 4.201,14 pontos.

Estes índices iniciaram a sessão em terreno positivo, tal como haviam terminado o mês de maio, animados com a perspetiva de recuperação da economia, mas perderam força durante a sessão, penalizados por títulos de empresas dos setores da tecnologia e saúde.

Na sexta-feira, a bolsa nova-iorquina concluiu a semana em ligeira alta, registando também ganhos mensais em dois dos seus três índices de referência, antes de um fim de semana prolongado devido ao feriado do Memorial Day na segunda-feira.

No conjunto do mês de maio, o Dow Jones valorizou 1,93% e o S&P 500 ganhou 0,55%, enquanto o Nasdaq baixou 1,53%.

Os investidores têm-se mostrado otimistas quanto à recuperação económica, após os avanços registados na campanha de vacinação nos Estados Unidos, onde mais de 60% da população adulta já recebeu uma dose de vacina e os casos de covid-19 têm recuado bastante.

Apesar do comportamento positivo de títulos do setor da banca e da energia, estes últimos a beneficiar da subida do preço do petróleo acima da “barreira” dos 71 dólares, os índices acabaram penalizados pela tendência negativa na tecnologia e saúde, cujos títulos aliviaram de ganhos de sessões anteriores.

A farmacêutica Abbot desceu depois de divulgar estimativas de resultados que contrariaram as previsões dos analistas.

Com a economia em reanimação e os dados mais recentes do índice PCE do Departamento do Comércio a apontarem para uma inflação é de 3,1% – o ritmo mais elevado desde 1992 – sem os preços voláteis da energia e alimentação, os investidores denotam nervosismo ante a possibilidade de a Reserva Federal (Fed) endurecer a sua política monetária.

A Fed pode dar sinais sobre uma revisão em alta das suas taxas de juro diretoras ou sobre uma redução do seu programa de compra de ativos, por ocasião da sua reunião de 15 e 16 de junho ou da sua conferência anual, em Jackson Hole, no Estado do Wyoming, no final de agosto.

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By Impala News / Lusa

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