Subida dos preços da habitação desacelera para 7,8% no 2.º trimestre devido à pandemia – INE

Os preços da habitação aumentaram 7,8% em termos homólogos no segundo trimestre, menos 2,5 pontos percentuais que no trimestre anterior e a variação mais baixa desde o quarto trimestre de 2016, devido à pandemia, divulgou hoje o INE.

Subida dos preços da habitação desacelera para 7,8% no 2.º trimestre devido à pandemia - INE

Subida dos preços da habitação desacelera para 7,8% no 2.º trimestre devido à pandemia – INE

Os preços da habitação aumentaram 7,8% em termos homólogos no segundo trimestre, menos 2,5 pontos percentuais que no trimestre anterior e a variação mais baixa desde o quarto trimestre de 2016, devido à pandemia, divulgou hoje o INE.

“A taxa de variação obtida é a mais baixa desde o quarto trimestre de 2016 e foi influenciada pelo contexto da pandemia covid-19”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No segundo trimestre, a taxa de variação dos preços das habitações existentes foi 8,2%, acima da observada nas habitações novas (6,0%).

Em relação ao trimestre anterior, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 0,8% (4,9% no primeiro trimestre de 2020), tendo o crescimento dos preços das habitações novas (1,2%) superado o das habitações existentes (0,7%).

Entre abril e junho de 2020 transacionaram-se 33.398 alojamentos (-21,6% face ao período homólogo), no valor de 5,1 mil milhões de euros (-15,2%), considerando o INE que “o desempenho do mercado imobiliário […] parece ter acompanhado a evolução das restrições impostas no contexto da pandemia covid-19”.

“No trimestre em análise, abril, período durante o qual vigorou o estado de emergência, foi o mês em que se observou a maior contração, em termos homólogos, do número de transações (variação de -35,2%). Nos meses de maio e junho, com o início do desconfinamento, as reduções foram menos expressivas, observando-se taxas de -22,0% e -7,6%, respetivamente”, nota.

No trimestre de referência, a redução observada no número de vendas foi extensível a ambas as categorias de alojamentos, embora as habitações existentes, que representaram 84,4% do total das transações e diminuíram 22,8%, tenham registado uma taxa mais negativa que a das habitações novas (-14,4%).

Do primeiro para o segundo trimestre de 2020, o número de transações de alojamentos diminuiu 23,3% (-11,6%, no trimestre anterior).

De acordo com o INE, “a amplitude da redução da taxa de variação apurada é a segunda mais elevada da série disponível, sendo necessário recuar até ao primeiro trimestre de 2014 para obter uma diminuição mais intensa em cadeia”.

A redução no número de transações foi mais expressiva no caso das habitações existentes (-23,9%), por comparação com as habitações novas (-19,8%).

Por meses, abril foi aquele em que se registou a maior redução homóloga no valor das transações de alojamentos, 25,0%, tendo este decréscimo abrandado para -14,2% e -7,0% em maio e junho, respetivamente.

No segundo trimestre de 2020, a taxa de variação média anual do IPHab foi 9,3% (9,9% no trimestre anterior). Por categoria, as habitações existentes evidenciaram um crescimento dos preços mais intenso por comparação com as habitações novas, 9,8% e 7,2%, respetivamente.

No período em análise, foram transacionadas 11.713 habitações na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e 9.592 no Norte.

Pelo segundo trimestre consecutivo, estas duas regiões, que no seu conjunto representaram 63,8% do total de transações, acentuaram o seu peso relativo conjunto, que atingiu o valor mais elevado desde o terceiro trimestre de 2018.

As transações de alojamentos na AML totalizaram 2,4 mil milhões de euros (46,7% do total), o que representou um aumento homólogo de 0,4 pontos percentuais em termos de peso relativo regional.

Entre as demais regiões, o Norte (24,6%), o Centro (13,0%) e o Alentejo (4,1%), registaram aumentos nas respetivas quotas relativas regionais, de 1,4, 0,5 e 0,6 pontos percentuais, respetivamente.

PD // MSF

By Impala News / Lusa

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