Standard Bank prevê queda do PIB de até 1,9% em Moçambique este ano

O departamento de estudos económicos do Standard Bank considera que a economia de Moçambique vai entrar em recessão este ano, com um crescimento económico negativo de 1,3%, mas acelera para 2% no próximo ano.

Standard Bank prevê queda do PIB de até 1,9% em Moçambique este ano

Standard Bank prevê queda do PIB de até 1,9% em Moçambique este ano

O departamento de estudos económicos do Standard Bank considera que a economia de Moçambique vai entrar em recessão este ano, com um crescimento económico negativo de 1,3%, mas acelera para 2% no próximo ano.

“No segundo trimestre deste ano o Produto Interno Bruto já caiu 3,3% face ao crescimento de 1,7% no primeiro trimestre”, explicam os analistas, notando que a agricultura, que representa 23% do PIB “e sustenta 70% da população, está a registar uma recuperação este ano, apesar da pandemia, face aos ciclones do ano passado, senão a recessão poderia ser ainda pior”.

No mais recente relatório sobre as economias africanas, enviado aos investidores e a que a Lusa teve acesso, os analistas do Standard Bank escrevem que apesar da contração do PIB este ano, que pode chegar a 1,9% no cenário mais pessimista, e do baixo crescimento de 2% em 2021, “a perspetiva de evolução a longo prazo permanece largamente positiva, sustentada nos investimentos no setor do gás natural, restrição dos conflitos armados e perspetivas de crescimento mais inclusivo”.

Sobre o conflito em Cabo Delgado, o Standard Bank afirma que “é possível uma erosão dos benefícios locais derivados da implementação dos investimentos no gás natural” e lembra que “os ataques armados fizeram centenas de mortos e desalojaram mais de 200 mil pessoas”.

Apesar dos efeitos da pandemia e da “provável suspensão dos esforços de consolidação orçamental, o rácio da dívida face ao PIB deverá melhorar de 105,8% em 2019 para 103,2% este ano”, já que o Standard Bank exclui destas contas o valor das garantias estatais emitidas a favor da Mozambique Asset Management e da ProIndicus, “anuladas por decisão do Tribunal Constitucional”.

MBA // JH

By Impala News / Lusa

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