Sociedade civil moçambicana lança petição contra bancos do Reino Unido

O Fórum de Monitoria do Orçamento, uma organização não-governamental moçambicana, lançou hoje uma petição na Internet a exigir que as autoridades britânicas investiguem os bancos financiadores das ‘dívidas ocultas’ do Estado de Moçambique.

Sociedade civil moçambicana lança petição contra bancos do Reino Unido

Sociedade civil moçambicana lança petição contra bancos do Reino Unido

O Fórum de Monitoria do Orçamento, uma organização não-governamental moçambicana, lançou hoje uma petição na Internet a exigir que as autoridades britânicas investiguem os bancos financiadores das ‘dívidas ocultas’ do Estado de Moçambique.

“É fundamental que os bancos sejam igualmente chamados a responder perante a justiça e que seja retirada a responsabilidade do cidadão moçambicano relativamente ao pagamento desta dívida”, lê-se em comunicado.

O FMO entende que a acusação da justiça dos EUA contra o ex-ministro das Finanças moçambicano, Manuel Chang, os gestores seniores do Credit Suisse e um intermediário da empresa Privinvest “oferece evidências suficientemente sólidas” de procedimentos ilícitos por parte dos bancos do Reino Unido.

A petição é dirigida a John Glen, secretário Económico do Tesouro do Reino Unido, “figura que obriga as autoridades britânicas a abrirem investigações e consequentes processos criminais para a responsabilização dos funcionários e dos bancos envolvidos no escândalo”, lê-se no comunicado.

As organizações que compõem o FMO dizem esperar que o processo contra os bancos seja aberto e leve ao cancelamento das dívidas.

Segundo explicam, deram igualmente conhecimento da petição ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao Fundo Soberano Norueguês (acionista do Credit Suisse), bancos e outras instituições.

A justiça moçambicana deteve na última semana nove pessoas no âmbito da investigação às ‘dívidas ocultas’, entre os quais o filho e a antiga secretária pessoal do ex-Presidente da República, Armando Guebuza.

As detenções aconteceram depois de a justiça norte-americana ter mandando prender Manuel Chang, antigo ministro das Finanças de Moçambique, a 29 de dezembro, na África do Sul, onde aguarda desfecho do processo de extradição, entretanto também pedida pelas autoridades moçambicanas.

A acusação norte-americana conclui três empresas públicas moçambicanas de pesca e segurança marítima terão servido para obter 2.200 milhões de dólares (quase 2.000 milhões de euros) para um esquema de corrupção e branqueamento de capitais com vista ao enriquecimento de vários suspeitos, passando por contas bancárias dos EUA.

RIZR (EYAC) // PVJ

By Impala News / Lusa

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