Sindicato pede explicações ao Governo sobre adiamentos da votação do orçamento da Lusa

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) pediu hoje explicações aos ministérios da Cultura e das Finanças sobre “os sucessivos adiamentos da votação do orçamento e plano de atividades da agência Lusa”, segundo um comunicado.

Sindicato pede explicações ao Governo sobre adiamentos da votação do orçamento da Lusa

Sindicato pede explicações ao Governo sobre adiamentos da votação do orçamento da Lusa

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) pediu hoje explicações aos ministérios da Cultura e das Finanças sobre “os sucessivos adiamentos da votação do orçamento e plano de atividades da agência Lusa”, segundo um comunicado.

O SJ lembra que a assembleia-geral da Lusa agendada para 29 de maio foi encerrada a pedido do acionista Estado, aguardando-se a convocação de uma nova reunião, que terá de acontecer no prazo de 30 dias.

Segundo afirmou na altura à Lusa o presidente do Conselho de Administração da agência, Nicolau Santos, “o acionista Estado, através da sua representante, disse que não havia condições” para aprovar os três pontos, pelo que deu “por encerrada” a assembleia-geral.

“Nesse sentido, e tendo em conta que a falta de aprovação do plano de atividades e orçamento tem vários impactos na vida da empresa, o SJ exige às tutelas que explicitem as ‘condições’ referidas”, afirma o sindicato.

O SJ exige ainda saber “se é verdade que o orçamento previsto para a Lusa foi devolvido à origem com um corte de 600 mil euros” e, se tal se confirmar, pede explicações “sobre as razões para a imposição de tal corte, alertando para o efeito que isso causará no serviço público assegurado pela única agência de notícias do país”.

A falta de aprovação do plano de atividades e orçamento tem vários impactos na vida empresa, desde do ponto de vista de investimento como da aplicação de benefícios sociais, por exemplo.

O plano de atividades da Lusa prevê um conjunto de investimentos para 2019 que incluem a modernização tecnológica, obras na sede e em algumas delegações e a aposta estratégica no eixo Macau-China.

A Lusa é detida em 50,14% pelo Estado, seguindo-se acionistas privados como a Global Media Group (23,36%) ou a Impresa (22,35%), entre outros.

DF (ALU/PE) // CSJ

By Impala News / Lusa

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