Siemens Gamesa tem prejuízo de 805 ME nos primeiros nove meses do ano fiscal

A Siemens Gamesa anunciou hoje um prejuízo de 805 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano fiscal (outubro a junho), contra um lucro de 88 milhões um ano antes, devido, nomeadamente, ao impacto da crise de covid-19.

Siemens Gamesa tem prejuízo de 805 ME nos primeiros nove meses do ano fiscal

Siemens Gamesa tem prejuízo de 805 ME nos primeiros nove meses do ano fiscal

A Siemens Gamesa anunciou hoje um prejuízo de 805 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano fiscal (outubro a junho), contra um lucro de 88 milhões um ano antes, devido, nomeadamente, ao impacto da crise de covid-19.

Para este resultado negativo também contribuíram o abrandamento dos mercados indiano e mexicano, bem como os sobrecustos de projetos na Noruega e na Suécia, refere o grupo empresarial em comunicado.

A Siemens reviu em baixa as previsões para o final deste ano, esperando agora faturar entre 9.500 milhões e 10.000 milhões de euros, contra os 10.200 milhões a 10.600 milhões de euros anunciados em novembro, e terminar 2020 com uma margem de EBIT (resultado líquido de exploração) ajustado negativo entre 1% e 3%.

Nas anteriores previsões, a Siemens indicava uma margem de EBIT positiva, entre 5,5% e 7%, lê-se no comunicado.

A multinacional estima que o impacto nas vendas, provocado pela crise da covid-19 e a paralisação na Índia e no México, seja no conjunto do ano fiscal de 1.000 milhões de euros.

No terceiro trimestre (abril a junho), que coincidiu com a paralisação da economia devido à pandemia, os prejuízos atingiram os 466 milhões de euros, segundo o grupo empresarial.

A informação divulgada refere ainda que o impacto da pandemia de covid-19 no EBIT foi de 149 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano fiscal e de 93 milhões, apenas entre abril e junho deste ano.

As ventas do grupo caíram 9,2% nos primeiros nove meses do ano fiscal, para 6.615 milhões de euros, em termos homólogos, apesar de a empresa ter terminado este período com uma carteira de encomendas histórica de 31.500 milhões de euros, mais 25%, na comparação com o exercício anterior.

JS // EA

By Impala News / Lusa

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