Seguradoras supervisionadas pela ASF aumentam lucros em 80% para 376ME no 1.º semestre

Seguradoras supervisionadas pela ASF aumentam lucros em 80% para 376ME no 1.º semestre

As seguradoras supervisionadas pelo regulador português tiveram lucros de 376 milhões de euros até junho deste ano, 80% acima dos 210 milhões de euros do primeiro semestre de 2017.

Lisboa, 21 ago (Lusa) — As seguradoras supervisionadas pelo regulador português dos seguros tiveram lucros de 376 milhões de euros até junho deste ano, segundo o Relatório da Atividade Seguradora hoje divulgado, 80% acima dos 210 milhões de euros do primeiro semestre de 2017.

Segundo a ASF — Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, no relatório hoje conhecido, das 43 empresas de seguros, 37 tiveram lucros entre janeiro e junho deste ano.

Há um ano, no primeiro semestre de 2017, das 43 empresas analisadas, 35 tiveram lucros, o que significa que este ano mais duas passaram a ter resultados positivos.

Ainda entre janeiro e junho de 2018, divulgou hoje o regulador dos seguros, a produção de seguro direto em Portugal aumentou 18,9%, face ao mesmo semestre de 2017.

Segundo a ASF, “para este acréscimo contribuíram os aumentos de 22,9% e 13,1% verificados na produção dos ramos vida e não vida, respetivamente”.

Os seguros do ramo vida (em que se inserem os seguros vida/risco, muito usados nos créditos à habitação, PPR — Planos de Poupança Reforma e produtos de capitalização) tiveram uma produção de seguro direto de 3.740 milhões de euros.

Já nos seguros do ramo não vida (seguros de acidentes de trabalho, seguros automóvel, seguros de doença, seguros de incêndio, entre outros) a produção foi de 2.341 milhões de euros.

A ASF destaca o aumento de 50% nos Planos de Poupança Reforma, que representavam em junho 38,9% da produção do ramo vida, e o crescimento de 19,9% em acidentes de trabalho para 407 mil euros.

Contudo, o ramo não vida continua dominado pelo seguro automóvel, que em junho tinha uma produção de 817 mil euros, mais 15% do que há um ano.

Ainda entre janeiro e junho deste ano, os custos com sinistros das seguradoras analisadas subiram 11,5%, face aos primeiros seis meses de 2017, para 4.996 milhões de euros.

Por fim, em final de junho deste ano, o valor das carteiras de investimento das seguradoras ascendia a 51,3 mil milhões de euros.

A Autoridade da Concorrência acusou cinco seguradoras de “cartel de repartição de mercado e fixação de preços”, sendo as empresas em causa Fidelidade, Multicare- Seguros de Saúde, Lusitânia, Seguradoras Unidas e Zurich.

Fidelidade e Multicare pertencem ao grupo chinês Fosun, que as comprou ao grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD) em 2014, a Lusitânia pertence ao Montepio, as Seguradoras Unidas (que junta a Tranquilidade – que era do BES – e a Açoreana – que era do Banif) são do fundo norte-americano Apollo e a Zurich é a sucursal em Portugal da empresa de seguros suiça.

IM// ATR

By Impala News / Lusa

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