Santander Totta recusa a existência de um “cartel da banca”

O presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, recusou hoje que tenha existido um “cartel da banca” em Portugal, defendendo que o que existiu foi “troca de informação”.

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Santander Totta recusa a existência de um “cartel da banca”

O presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, recusou hoje que tenha existido um “cartel da banca” em Portugal, defendendo que o que existiu foi “troca de informação”.

Lisboa, 30 jan 2020 (Lusa) – O presidente do Santander Totta, Pedro Castro e Almeida, recusou hoje que tenha existido um “cartel da banca” em Portugal, defendendo que o que existiu foi “troca de informação” legal entre as instituições.

“O cartel da banca, provavelmente, foi uma coisa que foi inventada. Nunca vi na acusação o termo ‘cartel da banca'”, disse Pedro Castro e Almeida aos jornalistas, na conferência de imprensa de apresentação de resultados do Santander Totta, em Lisboa.

O gestor defendeu que na acusação “optaram por dizer que não houve cartel”, mas que “o que houve foi troca de informação entre os bancos, que é uma coisa completamente diferente”.

Em 09 de setembro de 2019, a Autoridade da Concorrência (AdC) condenou 14 bancos ao pagamento de coimas no valor global de 225 milhões de euros por prática concertada de informação sensível no crédito à habitação entre 2002 e 2013.

A AdC indica que “os bancos participantes na prática concertada trocaram informação sensível referente à oferta de produtos de crédito na banca de retalho, designadamente crédito habitação, crédito ao consumo e crédito a empresas”.

Sobre o processo, Pedro Castro e Almeida referiu que o Santander Totta está a “aguardar para ir a tribunal”, e que na administração do banco os membros continuam “plenamente convencidos de que foi um processo que tentou ser muito mais mediático” do que a existência de um problema real.

Pedro Castro e Almeida diz que o que existiu foi “troca de informações entre pessoas juniores das organizações sobre informação que estava pública”, e defendeu que não houve prejudicados, dado que “Portugal tem, e teve durante esse período, os ‘spreads’ mais baixos na habitação, no mercado europeu”.

“Vamos conseguir provar que a acusação estava errada”, afirmou o gestor.

JE (LT) // CSJ

By Impala News / Lusa

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