Quase concluída maior ponte do mundo em Macau, mas um dos acessos principais está por fazer

Quase concluída maior ponte do mundo em Macau, mas um dos acessos principais está por fazer

A maior ponte do mundo, entre Macau, Hong Kong e Zhuhai, no sul da China, está quase concluída, mas um dos principais acessos só irá abrir em 2019, o que irá criar congestionamentos no acesso à travessia, refere o jornal South China Morning Post.

Os testes à travessia já começaram, mas a estrada principal de ligação com o porto de Hong Kong será adiada até ao próximo ano, uma situação que, de acordo com fonte ouvida pelo jornal, pode fazer com que a via auxiliar, perto do aeroporto, fique “fortemente congestionada”.

“Vamos enfrentar uma situação em que a ponte está aberta, mas a estrada principal para entrar [na travessia] está fechada. O uso da estrada auxiliar, que é estreita, (…) afetará gravemente o fluxo de tráfego da ponte e a eficiência dos veículos comerciais”, advertiu a mesma fonte.

O Governo de Macau afirmou recentemente desconhecer a data de abertura, mas os ‘media’ de Hong Kong já anunciaram o arranque para o final do mês de outubro.

Até ao momento, não há data oficial para a abertura da maior ponte do mundo, um projeto avaliado em 1,9 mil milhões de euros e assolado por vários problemas desde o início da sua construção, em 2011.

No domingo, o chefe do Executivo de Macau admitiu aos jornalistas desconhecer a data de abertura, adiantando apenas que a mesma será divulgada “em tempo oportuno”.

“Depois de ver as notícias é que tomo conhecimento”, quando “houver novidades vamos divulgar em tempo oportuno”, disse Fernando Chui Sai On, à margem da cerimónia do 69.º aniversário da implantação da República Popular da China, que juntou mais de 750 pessoas na Torre de Macau.

A ponte vai reduzir o tempo de viagem entre Hong Kong e Zhuhai, província adjacente a Macau, de três horas para apenas 30 minutos, aumentando a integração das três cidades do Delta do Rio das Pérolas.

A construção começou em 2011 e estava originalmente programada para abrir em 2016, mas o projeto foi assolado por vários problemas, como acidentes de trabalho, uma investigação de corrupção, obstáculos técnicos e derrapagens orçamentais, de acordo com o South China Morning Post.

Em dezembro do ano passado, o secretário para os Transportes e Obras Públicas de Macau, lembrou que a ponte “não é uma obra (apenas) de Macau”.

“A ponte tem um gabinete constituído pelas três partes, República Popular da China, Hong Kong e Macau. Não é Macau que manda na ponte”, afirmou Raimundo do Rosário, acrescentando que “toda a utilização, construção, operação e manutenção relacionada com a ponte tem a ver com as três partes”, ao abrigo de um acordo tripartido.

A infraestrutura é também considerada vital na construção do projeto chinês “Uma faixa, uma rota”, uma nova rota da seda marítima do século XXI, que pretende redesenhar a economia global.

Para além deste projeto, a ambição de Pequim passa ainda por criar uma grande metrópole, a Grande Baía, para intensificar laços em matérias como o comércio de mercadorias e de serviços, facilidades nas alfândegas e comércio eletrónico transfronteiriço.

A Grande Baía junta, além de Guangdong, Hong Kong e Macau, abrange nove localidades na China: Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing. Conta com mais de 110 milhões de habitantes.

FST (MIM/EJ) // PJA

By Impala News / Lusa

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