PSI20 segue em alta ligeira a contrariar a tendência das congéneres europeias

PSI20 segue em alta ligeira a contrariar a tendência das congéneres europeias

A bolsa de Lisboa seguia hoje em alta ligeira, a contrariar a tendência das congéneres europeias que estão hoje cautelosas, depois da euforia de segunda-feira após a trégua comercial entre os EUA e a China.

Pelas 08:50, o principal índice da praça de Lisboa, o PSI20, seguia a avançar 0,12% para 4.995,00 pontos, com sete ações a subirem, nove a descerem e duas inalteradas (a Ramada Investimentos e a Sonae Capital).

A NOS e a REN eram as empresas que mais subiam, avançando 0,55% e 0,50% para 5,51 euros e 2,41 euros, respetivamente.

A Jerónimo Mastins somava 0,43% para 10,63 euros e a EDP subia 0,32% para 3,12 euros.

A penalizar seguiam as ações da Navigator, que recuavam 1,40% para 3,79 euros, e as do BCP que desciam 1,18% para 0,25 euros.

A Galp também estava em terreno negativo, a negociar nos 0,27% para 15,02 euros.

Lisboa contrariava a tendência numa sessão em que as principais bolsas europeias estão em baixa, cautelosas com a trégua comercial entre os Estados Unidos e a China, depois de responsáveis dos dois países terem enviado mensagens confusas sobre o assunto.

Na sessão de hoje, além dos assuntos comerciais entre os Estados Unidos e a China, o foco dos investidores vai centrar-se em Itália, que segundo informações poderia estar a negociar com a Europa uma descida do objetivo do défice.

À espera que se alcance um acordo, os ministros da Economia e Finanças da União Europeia (Ecofin), que se reúnem hoje, poderiam decidir abrir um procedimento de défice excessivo a Itália pela elevada dívida que o país apresenta.

Os Estados Unidos e a China decidiram neste fim de semana na cimeira do G20, em Buenos Aires, Argentina, suspender a imposição de taxas aduaneiras durante um prazo de 90 dias enquanto negoceiam um acordo comercial.

Em Bruxelas, os ministros das Finanças da União Europeia chegaram a um acordo sobre a reforma da zona euro, após 18 horas de negociações, conforme anunciou o presidente do Eurogrupo, Mário Centeno.

Em conferência de imprensa, no final de uma maratona negocial de 18 horas que teve início na tarde de segunda-feira em Bruxelas e prolongou-se madrugada dentro, Centeno anunciou: “Devo dizer que conseguimos. Depois de vários meses de intensas negociações e de uma reunião difícil, chegámos a um acordo sobre um plano para fortalecer o euro. Um plano que tem o aval de todos nós”.

Precisamente um ano depois de ter sido eleito presidente do fórum dos ministros das Finanças da zona euro, o ministro português alcançou o progresso mais significativo para completar a reforma das instituições da zona euro, aquela que apontou como a grande prioridade da sua presidência.

Em Espanha, os investidores continuam a analisar os resultados das eleições na Andaluzia, onde a esquerda perdeu a maioria e a soma do PP, Ciudadanos e Vox pode levar as forças de centro e direita ao Governo pela primeira vez na história da autonomia.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,1385 dólares, contra 1,1347 dólares na segunda-feira.

O barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro abriu hoje em alta, a cotar-se a 62,28 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,89% que na sessão anterior e depois de ter estado acima dos 85 dólares no início de outubro.

ICO (AMG/MC) // JNM

By Impala News / Lusa

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