Produtores de leite dizem ser tempo da ministra responder às suas dificuldades

A Associação de Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) afirmou hoje ser “tempo” da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ouvir e responder às dificuldades dos produtores que continuam sem “resposta pública” por parte das cadeias de distribuição.

Produtores de leite dizem ser tempo da ministra responder às suas dificuldades

Produtores de leite dizem ser tempo da ministra responder às suas dificuldades

A Associação de Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) afirmou hoje ser “tempo” da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, ouvir e responder às dificuldades dos produtores que continuam sem “resposta pública” por parte das cadeias de distribuição.

Em comunicado, a direção da Aprolep diz continuar sem “qualquer resposta pública” por parte das cadeias de distribuição que vendem o leite ao consumidor.

“Pelo contrário, os supermercados Lidl acabam de anunciar uma promoção com leite de marca própria a 42 cêntimos, o que corresponde a 39,6 cêntimos mais IVA. Um preço absurdo. Uma falta de respeito pelos produtores”, refere.

Em 25 de agosto, algumas centenas de produtores reuniram-se em Ribeirão, no distrito de Braga, para denunciarem os “preços insustentáveis” que o setor está a receber pela sua atividade.

A iniciativa contemplou uma ronda por várias superfícies comerciais da Trofa, no distrito do Porto, onde os manifestantes, nos seus tratores e trajados de negro, depositaram caixas a simbolizarem caixões fúnebres, como alerta para a “morte do setor”.

No local, o presidente da Aprolep, Jorge Oliveira, lembrou que a média nacional paga aos agricultores por litro de leite ronda os 30 cêntimos, mas que, para as explorações serem sustentáveis, os produtores precisavam de receber, pelo menos, entre 35 e 36 cêntimos.

A piorar a situação dos produtores está o aumento dos custos de produção, nomeadamente, os valores das rações dos animais que, desde o início deste ano, subiram cerca de 30%.

Hoje, em comunicado, a associação afirma ser tempo da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, “ouvir e responder” às dificuldades dos produtores nacionais.

“É tempo da senhora ministra se empenhar e promover um acordo para uma nova atitude entre a indústria e distribuição que salve a produção de leite em Portugal”, defendem, acrescentando que os produtores nacionais estão há meses a receber “o pior preço do leite” entre os 27 países da União Europeia, nomeadamente, seis cêntimos abaixo da média comunitária.

“É tempo de apoiar publicamente a nossa luta pela valorização do leite e por uma justa repartição do valor ao longo da cadeia entre distribuição, indústria e produção”, apela.

Considerando ser “revoltante continuar a assistir a esta destruição do valor do leite”, a direção da Aprolep diz que, enquanto a distribuição “não mudar de atitude”, vai continuar a denunciar publicamente a situação à porta dos supermercados.

“Com ou sem aviso prévio, de várias formas possíveis, que somos nós que sofremos com o milagre dos preços baixos todo o ano”, acrescenta.

A ministra da Agricultura preside esta manhã ao encontro da produção leiteira “No Coração do Leite”, que tem lugar na Póvoa do Varzim, distrito do Porto, e é promovido pela administração da AGROS — União das Cooperativas de Produtores de Leite de Entre Douro e Minho e Trás-os-Montes.

 

SPYC (JPYG) // EA

By Impala News / Lusa

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