Prisa garantiu à Media Capital que venda “não resultará num novo domínio sobre” a empresa

A Prisa garantiu à Media Capital que a venda da sua posição a “diversos investidores” não “resultará num novo domínio sobre a empresa”, de acordo com um comunicado da dona da TVI à CMVM.

Prisa garantiu à Media Capital que venda

Prisa garantiu à Media Capital que venda “não resultará num novo domínio sobre” a empresa

A Prisa garantiu à Media Capital que a venda da sua posição a “diversos investidores” não “resultará num novo domínio sobre a empresa”, de acordo com um comunicado da dona da TVI à CMVM.

Redação, 04 set 2020 (Lusa) — A Prisa garantiu à Media Capital que a venda da sua posição, a “diversos investidores” não “resultará num novo domínio sobre a empresa”, de acordo com um comunicado da dona da TVI à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A Prisa anunciou hoje a venda da totalidade da sua posição na Media Capital, dona da TVI, por 36,85 milhões de euros, segundo informação que a empresa publicou na Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Madrid.

O grupo português adiantou, por sua vez, que tem conhecimento “de que a Prisa contratou uma instituição financeira portuguesa que foi apresentando potenciais investidores, tendo a Prisa encetado negociações com vista à alienação de partes do capital social da Grupo Media Capital a uma pluralidade de investidores, autónomos e independentes entre si”.

No mesmo comunicado, a empresa referiu que foi informada pela empresa espanhola de que “a referida promessa de venda foi por si executada através da celebração de vários contratos-promessa de alienação com diversos investidores, realizadas separadamente com cada um deles, sem que, do seu conhecimento, exista qualquer acordo parassocial entre os adquirentes, tratando-se, pois, de dispersão de 64,47% do capital social da Media Capital pelo mercado”.

Assim, disse a dona da TVI, citando informação da empresa espanhola, “tal dispersão das ações da sociedade junto dos novos investidores não resultará num novo domínio sobre a Media Capital por parte destes novos investidores, na medida em que, tanto quanto é do seu conhecimento, não existirá nova influência dominante em substituição do domínio da Prisa”.

Além disso, a Prisa indicou que “a venda de ações assim levada a cabo e, consequentemente, os contratos-promessa com os diversos investidores agora celebrados, não alteram a participação detida pela Pluris Investments, S.A. [detida por Mário Ferreira] na Media Capital (30,22%) não existindo, portanto, no entendimento da Prisa, qualquer influência dominante em substituição do controlo da Prisa”.

“Uma vez efetivadas as projetadas vendas da participação de 64,47% da Media Capital, ainda sujeitas às competentes autorizações das entidades reguladoras portuguesas, a Prisa deixará de ter qualquer participação na sociedade e, consequentemente, o domínio sobre a Media Capital”, adiantou o grupo, na mesma nota.

De acordo com o anúncio feito pela empresa espanhola, “uma subsidiária integralmente participada da Prisa (Vertix), assinou hoje com vários investidores acordos independentes de compra e venda de ações da entidade cotizada portuguesa Grupo Media Capital SGPS, S.A, que no seu conjunto representam a totalidade da participação acionista (64,47%) detida pela Vertix na Media Capital”.

A Prisa iniciou o processo de desinvestimento na Media Capital e reduziu a sua posição de 94,69% para 64,47% na dona da TVI em 14 de maio último, quando o empresário Mário Ferreira comprou 30,22%, através da Pluris Investments, numa operação de 10,5 milhões de euros.

Segundo comunicado também publicado hoje pela empresa multimédia espanhola, os acordos realizaram-se simultaneamente mediante “transmissões independentes em bloco das ações” por um preço total de 36,8 milhões de euros, o que “representa uma valorização implícita da empresa (“enterprise value”) de 150 milhões de euros e um bónus de 63% em relação ao preço por ação oferecido pela Cofina na sua oferta pública voluntária sobre as ações da Media Capital”, publicada no passado dia 12 de agosto.

De acordo com as estimativas da empresa espanhola, esta transação terá como resultado uma perda contabilística nas contas individuais e consolidadas da Prisa de aproximadamente 48,5 milhões de euros.

A Prisa recorda que a operação está condicionada à obtenção de um “waiver” (autorização) de determinados credores financeiros da Prisa, bem como a autorização das autoridades reguladoras portuguesas.

A empresa explica que “a venda enquadra-se na política de desinvestimento de ativos não-estratégicos iniciada” e na estratégia de “transformação digital dos seus meios de comunicação em Espanha e na América Latina”.

O Conselho de Administração da Media Capital considerou há uma semana que a proposta de compra apresentada pela Cofina em agosto devia ser rejeitada pelos acionistas devido à baixa avaliação da empresa e ao diminuto prémio implícito na proposta.

A Cofina, dona do Correio da Manhã, anunciou em 12 de agosto o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Media Capital, dona da TVI, alterando a oferta de 21 de setembro do ano passado, sendo o valor de referência proposto de 0,415 euros por ação, a que corresponde um montante total de 35 milhões de euros e considera um ‘entreprise value’ de cerca de 130 milhões de euros.

A Media Capital é detida em 64,47% pela Vertix SGPS (Prisa), tendo a Pluris Investments, do empresário Mário Ferreira, 30,22%.

 

ALYN (FPB/MBA/ALU) // EA

By Impala News / Lusa

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