PR moçambicano diz que nova central solar vai “sustentar planos de expansão de energia”

O Presidente moçambicano defendeu hoje que a nova central solar em Cabo Delgado vai “sustentar os planos de expansão da rede elétrica”, reiterando o objetivo de ver todos postos administrativos do país eletrificados até ao fim da sua governação.

PR moçambicano diz que nova central solar vai

PR moçambicano diz que nova central solar vai “sustentar planos de expansão de energia”

O Presidente moçambicano defendeu hoje que a nova central solar em Cabo Delgado vai “sustentar os planos de expansão da rede elétrica”, reiterando o objetivo de ver todos postos administrativos do país eletrificados até ao fim da sua governação.

“A central será uma infraestrutura que irá contribuir para a melhoria da qualidade e segurança no fornecimento de energia elétrica e sustentará os planos de expansão de eletricidade para vários pontos administrativos, atendendo à crescente procura de energia elétrica na região norte”, declarou Filipe Nyusi, falando durante o lançamento da primeira pedra para a construção da Central Solar de Metoro, no norte de Moçambique.

A infraestrutura, orçada em 56 milhões de dólares (47 milhões de euros) e a ser construída em nove meses, terá capacidade para produção, a partir de painéis solares, de 41 megawatts, o equivalente ao consumo de 150 mil pessoas, e será conectada à subestação da Eletricidade de Moçambique em Metoro, no distrito de Ancuabe (Cabo Delgado).

“A província não está a ver a dimensão, é um projeto muito grande”, declarou o chefe de Estado moçambicano, acrescentando que o empreendimento enquadra-se no plano do seu Governo de ver todos os postos administrativos moçambicanos com eletricidade até ao final do seu ciclo de governação.

Do total de 416 sedes de postos administrativos do país, 135 ainda não têm energia elétrica da rede nacional, segundo dados oficiais.

A nova central solar estará localizada a 90 quilómetros de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado (norte do país), no distrito de Ancuabe, a 150 metros da Estrada Nacional Número 1.

São acionistas da central a francesa Neoen (75%) e a Eletricidade de Moçambique (25%), sendo que o financiamento do projeto é prestado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), com um empréstimo de 40 milhões de dólares (34 milhões de euros), e o remanescente pelo Governo moçambicano.

O empreendimento está a ser erguido numa província que é palco há três anos de ataques armados desencadeados por forças classificadas como terroristas, embora não se registem incursões destes grupos na zona onde a central estará localizada.

A violência armada em Cabo Delgado tem afetado distritos localizados mais a norte da província.

Ao todo, o Governo moçambicano e as organizações de socorro, nomeadamente as agências das Nações Unidas, apontam para um total de 300.000 deslocados devido ao conflito armado de Cabo Delgado.

Há diferentes estimativas para o número de mortos, que vão de mil a 2.000 vítimas.

EYAC // PJA

By Impala News / Lusa

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