Portugal vê fórum de Pequim como esforço para promover cooperação e desenvolvimento

O Governo português considera o Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que decorre segunda e terça-feira, um esforço internacional para a promoção da cooperação e desenvolvimento, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, à agência Lusa.

Portugal vê fórum de Pequim como esforço para promover cooperação e desenvolvimento

Portugal vê fórum de Pequim como esforço para promover cooperação e desenvolvimento

O Governo português considera o Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), que decorre segunda e terça-feira, um esforço internacional para a promoção da cooperação e desenvolvimento, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, à agência Lusa.

“Portugal vê com agrado todos os esforços internacionais de promover a cooperação para o desenvolvimento e é nesse quadro que entendo a realização desse evento”, afirmou Santos Silva em declarações enviadas à Lusa.

A FOCAC realiza-se nos dias 03 e 04 de setembro, em Pequim, e contará com a presença de dezenas de chefes de Estado e de Governo de países africanos, nomeadamente todos os de língua portuguesa, casos de Cabo Verde, São Tomé e Princípe, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique.

“Naturalmente, Portugal está sobretudo empenhado quer na cooperação entre a União Europeia e a União Africana, sendo de relevar que as duas primeiras cimeiras se realizaram ambas em presidências portuguesas da União Europeia, quer no Fórum Macau, que é um excelente instrumento de cooperação entre a China, Portugal e os países africanos de língua portuguesa”, destacou Santos Silva.

Todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) estarão representados na cimeira.

África e China têm entre si uma relação que já envolve um investimento direto anual de 2.500 milhões de euros em setores como indústria, finanças, turismo e aviação.

Entre janeiro e junho de 2018, o comércio bilateral cifrou-se em 98.800 milhões de dólares (84.600 milhões de euros).

Dados oficiais divulgados no dia 29 estimam que a cooperação com Pequim leve ao continente africano 30.000 quilómetros de autoestradas, uma capacidade anual portuária de 85 milhões de toneladas e uma capacidade de produção elétrica de 20.000 megawatts.

JYO // PVJ

By Impala News / Lusa

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