Portugal em 13º. lugar no ‘ranking’ de cotadas europeias com mulheres no topo da gestão

Portugal está em 13º. lugar no ‘ranking’ que analisa a percentagem de mulheres em lugares de gestão de topo num grupo de 16 países com empresas cotadas no STOXX Europe 600, revela um estudo hoje divulgado.

Portugal em 13º. lugar no 'ranking' de cotadas europeias com mulheres no topo da gestão

Portugal em 13º. lugar no ‘ranking’ de cotadas europeias com mulheres no topo da gestão

Portugal está em 13º. lugar no ‘ranking’ que analisa a percentagem de mulheres em lugares de gestão de topo num grupo de 16 países com empresas cotadas no STOXX Europe 600, revela um estudo hoje divulgado.

Segundo o Gender Diversity Index 2020 (GDI), que analisa a representatividade de género nos conselhos de administração e nos cargos executivos das maiores empresas europeias, apenas três (25%) empresas portuguesas cotadas (CTT, Jerónimo Martins e F. Ramadas Investimentos) têm uma liderança feminina.

Com uma pontuação de 0,44 no Índice de Diversidade de Género, que permite comparar países e empresas, esta pontuação é 0,12 pontos abaixo da média europeia e 0,30 pontos abaixo do ‘ranking’ dos 45 melhores países.

Portugal tem uma pontuação inferior à média em quase todos os indicadores do índice, com pontuações especialmente baixas para a percentagem de mulheres com cargos executivos de gestão (14%) e mulheres em comités (21%), mais de 15% atrás do país com a pontuação mais alta.

O estudo refere ainda que nenhuma das empresas analisadas em Portugal tem uma diretora executiva feminina e que 6% das empresas têm uma mulher no Conselho de Administração.

Apenas três (25%) empresas portuguesas – CTT, Jerónimo Martins e F. Ramadas Investimentos – têm um Índice de Diversidade de Género superior à média e quatro (33%) das empresas têm um índice inferior a 0,40.

Duas das cinco maiores empresas de Portugal, a Corticeira Amorim e a Galp Energia, têm um IDG que é inferior ao GDI médio em 0,04 e 0,05 pontos, respetivamente.

A classificação máxima da empresa em Portugal, CTT, também não tem mulheres na liderança do Conselho de Administração, embora representem 60% dos cargos de direção e do comité de gestão.

O estudo conclui que em 2020, 28% dos líderes em funções executivas e não executivas nas 668 empresas analisadas na Europa eram mulheres e que as mulheres representam apenas 34% de todos os membros da administração nas empresas europeias analisadas.

O estudo apresenta, contudo, grandes disparidades quando se observa individualmente cada país, refere.

As empresas cotadas em bolsa da Noruega, França, Reino Unido, Finlândia e Suécia estão mais próximas de ter uma liderança equilibrada em termos de diversidade de género com as mulheres a assumirem cargos de gestão de topo, enquanto a Polónia e a República Checa estão longe de ser equilibradas nas suas escolhas de liderança.

Segundo o GDI 2020, analisando 2020, observa-se que a igualdade de género na liderança empresarial ainda está longe de ser uma realidade, com 28% dos líderes empresariais em funções executivas e não executivas nas 668 empresas analisadas a serem mulheres.

As mulheres representam apenas 34% de todos os membros da administração nas empresas analisadas.

A situação é pior a nível executivo, onde as mulheres representam apenas 17% de todos os líderes e apenas 42 (6%) das 668 empresas analisadas têm uma mulher na presidência executiva.

“Ao mesmo tempo, verifica-se uma tendência nas empresas que já se encontram relativamente bem nos indicadores analisados, onde estão a melhorar a presença de mulheres aos níveis mais elevados. Por outro lado, as empresas na parte inferior do ‘ranking’ estão a fazer progressos mínimos, se é que alguma, está a progredir”, referem os autores do estudo.

 

 

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