Portugal colocou hoje 1.500 ME em dívida a seis e 12 meses a juros negativos

Portugal colocou hoje 1.500 milhões de euros, montante máximo anunciado, em Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, a juros negativos, a subirem no prazo mais curto e a caírem no mais longo.

Portugal colocou hoje 1.500 ME em dívida a seis e 12 meses a juros negativos

Portugal colocou hoje 1.500 ME em dívida a seis e 12 meses a juros negativos

Portugal colocou hoje 1.500 milhões de euros, montante máximo anunciado, em Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, a juros negativos, a subirem no prazo mais curto e a caírem no mais longo.

Lisboa, 20 mar (Lusa) – Portugal colocou hoje 1.500 milhões de euros, montante máximo anunciado, em Bilhetes do Tesouro (BT) a seis e 12 meses, a juros negativos, a subirem no prazo mais curto e a caírem no mais longo, foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na agência Bloomberg, a 12 meses foram colocados 1.100 milhões de euros em BT à taxa de juro média de -0,366%, de novo negativa e inferior à registada em 16 de janeiro, quando foram colocados 1.250 milhões de euros à taxa de juro média de -0,360%.

A seis meses foram colocados hoje 400 milhões de euros em BT à taxa média de -0,393%, menos negativa do que a verificada em 16 de janeiro, quando foram colocados 500 milhões de euros a -0,399%.

A procura atingiu 2.357 milhões de euros para os BT a 12 meses, 2,14 vezes superior ao montante colocado, e 925 milhões de euros para os BT a seis meses, 2,31 vezes o montante colocado.

Em 17 de janeiro de 2018, as taxas de juro médias dos BT a seis e 12 meses caíram até aos mínimos de sempre de -0,425% e -0,398%, respetivamente.

O IGCP tinha anunciado para hoje a realização de dois leilões de BT com maturidades em setembro de 2019 (seis meses) e em março de 2020 (12 meses) com o montante indicativo global entre 1.250 milhões e 1.500 milhões de euros.

Para o diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, este “foi mais um leilão com sucesso para o IGCP, que continua a beneficiar do ambiente de taxas de juro negativas” que se vive na Europa.

“Estas taxas historicamente baixas foram também suportadas pela subida de rating feita pela S&P na semana passada”, considerou Filipe Silva, adiantando que “estes leilões de dívida de curto prazo continuam a contribuir para a redução do custo do serviço de dívida que o país tem”.

A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) subiu na sexta-feira passada o ‘rating’ de Portugal de ‘BBB-‘ para ‘BBB’, dois níveis acima do grau de investimento especulativo, com perspetiva estável.

MC // JNM

By Impala News / Lusa

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