Polo aeronáutico de Ponte de Sor é exemplo que interior “não está condenado” – Governo

O ministro do Planeamento apontou hoje o polo aeronáutico criado no aeródromo de Ponte de Sor (Portalegre) como “exemplo” de que o interior do país “não está condenado” ao despovoamento, desemprego ou a projetos de “segunda escolha”.

Polo aeronáutico de Ponte de Sor é exemplo que interior

Polo aeronáutico de Ponte de Sor é exemplo que interior “não está condenado” – Governo

O ministro do Planeamento apontou hoje o polo aeronáutico criado no aeródromo de Ponte de Sor (Portalegre) como “exemplo” de que o interior do país “não está condenado” ao despovoamento, desemprego ou a projetos de “segunda escolha”.

O ministro Nelson de Souza, que falava aos jornalistas após discursar na abertura da 3.ª cimeira aeronáutica Portugal Air Summit, em Ponte de Sor, lembrou que, “há 10 ou 15 anos” este concelho alentejano “estava a viver uma situação de ressaca do encerramento de unidades industriais” locais.

“Os responsáveis de então procuraram soluções, conseguiram instalar aqui este aeródromo, mas não ficaram ‘sentados em cima dele'” e procuraram, através deste equipamento, “fazer um projeto âncora e, à volta dele, construir aquele” investimento “que interessa, que é a atividade económica geradora de emprego”, elogiou.

Segundo o governante, os responsáveis locais não tiveram apenas a “ambição de criar qualquer tipo de emprego” e apostaram antes em “emprego qualificado, emprego que requer competências e emprego projetado para o futuro”, o “que tem vindo a ser conseguido”.

Este “caminho” tem sido “percorrido” pelos vários autarcas do concelho, mas o ministro destacou o trabalho do atual presidente da câmara, Hugo Hilário (PS).

“Ele provou que, numa pequena vila de 17 mil pessoas, foi possível desenvolver esta estratégia”, concretizando “uma experiência que dá esperança a que, numa zona de interior, afinal de contas, é possível fazer-se” este tipo de investimentos, salientou Nelson de Souza.

E que, continuou, o interior “não está condenado” a ser constituído por “territórios que devam estar exclusivamente confinados a projetos de segunda escolha, a projetos de menor perfil de criação de emprego” ou a limitar-se a criar “infraestruturas ou a viver da solidariedade”.

“É certo que existem problemas de garantia de serviço público de equipamentos coletivos nas áreas sociais, é certo que esse problema tem de ser combatido, mas, ao mesmo tempo, tem de ser criado emprego, riqueza, porque o que leva as pessoas a fixar-se são condições de vida e, entre as condições de vida fundamentais, está a questão do emprego e dos salários que esses empregos proporcionam”, argumentou.

Questionado pelos jornalistas sobre se existem novidades quanto ao novo aeroporto de Lisboa, o ministro do Planeamento limitou-se a responder que essa área não é da sua competência: “É do meu colega, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, portanto, eu dispenso de me pronunciar sobre ela”.

A 3.ª Portugal Air Summit, com o tema “Powering Human Capital”, é uma organização conjunta entre a Câmara de Ponte de Sor e a empresa The Race, decorrendo até domingo.

RRL/HYT // EA

By Impala News / Lusa

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