PJ de Setúbal detém 16 suspeitos de lesarem Navigator em milhões de euros

A PJ deteve 16 suspeitos da prática de diversos atos de “corrupção passiva”, que terão lesado a fábrica da Navigator em Setúbal em alguns milhões de euros por ano, pelo menos, desde 2017.

PJ de Setúbal detém 16 suspeitos de lesarem Navigator em milhões de euros

PJ de Setúbal detém 16 suspeitos de lesarem Navigator em milhões de euros

A PJ deteve 16 suspeitos da prática de diversos atos de “corrupção passiva”, que terão lesado a fábrica da Navigator em Setúbal em alguns milhões de euros por ano, pelo menos, desde 2017.

Setúbal, 23 jun 2020 (Lusa) — A Polícia Judiciária (PJ) deteve 16 suspeitos da prática de diversos atos de “corrupção passiva”, que terão lesado a fábrica da Navigator em Setúbal em alguns milhões de euros por ano, pelo menos, desde 2017, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a PJ de Setúbal revelou que os suspeitos são funcionários que exerciam funções na receção e medição da matéria-prima adquirida pela Navigator, única unidade industrial de pasta de papel naquele distrito.

Segundo a PJ, em conluio com alguns fornecedores e “a troco de elevadas contrapartidas pecuniárias, adotaram um conjunto de procedimentos fraudulentos, relativamente à qualidade, quantidade, espécie, peso e densidade da matéria-prima inspecionada, lesando a empresa em milhões de euros”.

“Estes indivíduos, caso aceitassem uma madeira que não tinha as características correspondentes ao preço que a empresa ia pagar, mandavam-na de imediato para o triturador, e, no fundo, apagavam as provas”, acrescentou, em declarações à agência Lusa, o diretor da PJ de Setúbal, Vítor Paiva.

“Passava a ser tudo restos de madeira triturada. E dificilmente se percebia se era choupo ou eucalipto, quais as quantidades de choupo ou eucalipto, ou se a madeira tinha ou não fungos, o que, obviamente, diminui o valor que a empresa ia pagar pela carga, caso a aceitasse”, sublinhou o responsável da PJ de Setúbal.

Segundo Vítor Paiva, a investigação, que teve início na sequência de uma denúncia da própria empresa, levou à operação policial desencadeada hoje e que envolveu mais de 50 operacionais em duas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, a norte e sul do Tejo.

Na operação da PJ de Setúbal, foram constituídas arguidas cinco pessoas singulares e seis pessoas coletivas, além da detenção de 16 pessoas, de idades compreendidas entre os 31 e os 64 anos, por sobre eles recaírem fortes indícios da prática do crime de corrupção passiva no setor privado.

Os 16 detidos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de eventuais medidas de coação.

 

GR // MAD

By Impala News / Lusa

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