Petrolífera estatal moçambicana prevê empréstimo até setembro para projetos de gás

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique vai concluir o seu financiamento em setembro para participar no projeto de exploração de gás liderado pela Anadarko.

Petrolífera estatal moçambicana prevê empréstimo até setembro para projetos de gás

Petrolífera estatal moçambicana prevê empréstimo até setembro para projetos de gás

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique vai concluir o seu financiamento em setembro para participar no projeto de exploração de gás liderado pela Anadarko.

Maputo, 07 ago 2019 (Lusa) – A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) de Moçambique vai concluir o seu financiamento em setembro para participar no projeto de exploração de gás liderado pela norte-americana Anadarko, disse hoje a direção da empresa.

Segundo Omar Mithá, presidente do conselho de administração da ENH, prevê-se que o fecho financeiro para a operação seja feito “no mês de setembro”.

O gestor falava em Maputo, à margem de uma aula de sapiência sobre a indústria de petróleo e gás para estudantes da Universidade Pedagógica.

Em julho, a ENH anunciou que tinha decido adiar para o final do ano a angariação de 2,3 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros), destinados a financiar a sua participação nos megaprojetos do gás natural.

A ENH faz parte do consórcio de exploração de gás natural liderado pela norte-americana Anadarko e, ao abrigo do contrato, tem de financiar a sua participação no projeto avaliado em 25 mil milhões de dólares (21,97 mil milhões de euros).

O presidente da empresa disse que o financiamento será feito através de um sindicato bancário, com bancos de importação e exportação da China, Japão, Coreia do Sul, Europa e dos bancos comerciais de Moçambique.

O Governo de Moçambique já tinha emitido uma garantia soberana sobre esta operação, mas o facto de estar em incumprimento financeiro relativamente aos títulos de dívida pública, no valor de 727,5 milhões de dólares (649 milhões de euros), e não ter pago os dois empréstimos contraídos por empresas públicas torna o recurso da ENH aos mercados mais caro.

O presidente da ENH assegurou hoje que vai recorrer a empréstimos em condições “muito melhores” para participar no projeto de exploração de gás liderado pela petrolífera italiana Eni e Exxon Mobil no norte do país.

“Para a Área 4 [a ENH], vai recorrer ao mesmo procedimento [empréstimo bancário], e está nos acertos finais e vai garantir muito melhores condições do que a Área 1 [concessionada à Andarko]”, disse Omar Mithá.

O anúncio da Decisão Final de Investimento (FDI, na sigla inglesa) na Área 4 está previsto para este mês.

O presidente da empresa reconheceu haver uma demora na FDI, justificando a situação com os “vários fluxos de trabalho, que tem a ver com a venda e financiamento”.

“Não significa que está parado, o trabalho está a acontecer”, disse, sem divulgar os valores envolvidos.

Omar Mithá afirmou ainda que o Estado moçambicano já acautelou as questões de segurança na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.

A região tem sido assolada por ataques de grupos armados, desde outubro de 2017.

O consórcio liderado pela ENI e Exxon Mobil está a construir uma plataforma flutuante com capacidade para produzir 3,37 milhões de toneladas de gás natural liquefeito também na Bacia do Rovuma.

RIZR (EYAC/MBA)// LFS

By Impala News / Lusa

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