Petróleo Brent permanece em máximos, depois de novo fracasso da OPEP+

O petróleo Brent mantinha-se hoje acima dos 77 dólares, em máximos desde outubro de 2018, após a OPEP+ ter suspendido pela terceira vez a reunião para estabelecer as quotas de produção.

Petróleo Brent permanece em máximos, depois de novo fracasso da OPEP+

Petróleo Brent permanece em máximos, depois de novo fracasso da OPEP+

O petróleo Brent mantinha-se hoje acima dos 77 dólares, em máximos desde outubro de 2018, após a OPEP+ ter suspendido pela terceira vez a reunião para estabelecer as quotas de produção.

Londres, 06 jul 2021 (Lusa) – O petróleo Brent mantinha-se hoje acima dos 77 dólares, em máximos desde outubro de 2018, após a OPEP+ ter suspendido pela terceira vez por falta de consenso a reunião para estabelecer as quotas de produção para os próximos meses.

O preço de um barril de Brent para entrega em setembro foi negociado a 77,61 dólares por barril às 03:13 TMG (menos uma hora em Lisboa) no mercado de futuros de Londres, embora mais tarde tenha moderado o aumento e tenha sido negociado a 77,46 dólares às 06:17 TMG, mais 0,39% do que no final da sessão anterior.

O mercado ainda está a sofrer com a decisão tomada na segunda-feira pela Organização dos Países Produtores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) de adiar indefinidamente a reunião telemática devido a desacordos internos.

Segundo fontes da negociação, os Emirados Árabes Unidos não cederam na sua posição, a única que impede o progresso, de condicionar o seu apoio para prolongar a validade do atual acordo — que expira em abril de 2022 — a um aumento da sua quota nacional.

Com estas exigências, o acordo preliminar alcançado pela Arábia Saudita e pela Rússia para aumentar a produção conjunta todos os meses em 400.000 barris por dia durante 14 meses (até setembro de 2022) permanece bloqueado.

O mercado receia agora que possa haver uma escassez da oferta perante um aumento da procura de petróleo bruto neste verão, motivada pela recuperação económica nalguns países após a crise provocada pela pandemia da covid-19.

MC // CSJ

By Impala News / Lusa

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