Perspetiva de vacina galvaniza Wall Street e Dow Jones fecha em forte alta

Galvanizado pela perspetiva de uma futura vacina contra o novo coronavirus, o seletivo e emblemático índice Dow Jones Industrial Average chegou hoje a superar o seu recorde durante a sessão bolsista e fechou em forte alta.

Perspetiva de vacina galvaniza Wall Street e Dow Jones fecha em forte alta

Perspetiva de vacina galvaniza Wall Street e Dow Jones fecha em forte alta

Galvanizado pela perspetiva de uma futura vacina contra o novo coronavirus, o seletivo e emblemático índice Dow Jones Industrial Average chegou hoje a superar o seu recorde durante a sessão bolsista e fechou em forte alta.

Alicerçado na valorização dos setores mais afetados pela pandemia, o Dow Jones terminou a sessão em Wall Street a ganhar 2,95%, para os 29.157,97 pontos.

Os resultados definitivos da sessão indicam também que o alargado S&P500, mais representativo do conjunto do mercado, avançou 1,17%, para as 3.550,65 unidades.

Ao contrário, o tecnológico Nasdaq, onde se concentram os valores tecnológicos que têm beneficiado com as restrições à mobilidade impostas pela pandemia, pagou os custos da arbitragem dos investidores, com um recuo de 1,53%, para os 11.713,78 pontos.

O título da Pfizer progrediu 7,68%, depois de o laboratório norte-americano ter anunciado o desenvolvimento com a empresa alemã BioNTech que ganhou 13,91%, de uma vacina “eficaz” em 90% na prevenção das infeções com o novo coronavirus, conforme está a indicar um ensaio em larga escala, de fase 3, que está em curso, a última etapa antes do pedido de homologação.

Na sexta-feira, Wall Street tinha acabado perto do equilíbrio, mas depois de fortes ganhos ao longo da semana, acolhendo com entusiasmo um cenário político de uma presidência do democrata Joe Biden a convier com um Senado dominado pelos republicanos.

“Apesar de o presidente cessante manifestar a sua intenção de contestar os resultados (…), a clareza das eleições e os dados otimistas sobre a vacina elevaram o moral dos investidores”, consideraram os analistas do Wells Fargo.

Ao verem a luz no fim do túnel, com a perspetiva de uma vacina aparentemente muito eficaz, as ações das empresas de aviação, de cruzeiro, de aviação ou transportes em geral conheceram hoje a sua melhor sessão desde há muito.

A taxa de eficácia anunciada “de 90%” é “bem mais forte do que os peritos esperavam”, comentou Jack Ablin, da Cresset Wealth.

Os investidores acorreram assim aos títulos, que evoluíam em níveis muito baixos desde há semanas, de transportadoras aéreas, como a American Airlines, que conheceu uma valorização de 15,18%, ou a United Airlines (19,15%) ou ainda a empresas de cruzeiros Carnival, cujas ações dispararam com uma subida de 39,22%.

Estas empresas, “sobre as quais se questionava a sua possibilidade de sobrevivência, ao perderem dinheiro todos os dias, vão enfim poder restabelecer-se”, afirmou Ablin.

“Para os investidores, é um sinal claro que podem voltar a apostar em ações cíclicas e vulneráveis”, acrescentou.

O valor destes títulos permanece, contudo, inferior a metade do nível que alcançaram antes da pandemia

A Disney, cujos parques de atração despediram por causa da pandemia, recuperou alguma cor, com uma progressão de 11,87%, à semelhança dos grupos de hotelaria Hyatt (19,77%) e Marriott (13,87%), entre outros.

Pelo contrário, as ações das empresas que têm beneficiado com a pandemia sofreram com a novidade da vacina.

Assim, a Amazon recuou 5,06%, mas foi sobretudo a empresa Zoom, que oferece um serviço de videoconferência, que mais sofreu, ao perder 17,37%.

“A Zoom entrou em bolsa em abril de 2019, a cotar 38 dólares (por ação), e avançou até aos 600 dólares”, lembrou Tom Cahill, da Ventura Wealth Management. “Este crescimento não era sustentável”, apontou.

RN // RBF

By Impala News / Lusa

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