Perspetiva de evolução das economias africanas até 2023 é negativa – Moody’s

A agência de notação financeira Moody’s considerou hoje que a perspetiva de evolução das economias africanas até meados de 2023 é negativa devido à frágil recuperação económica, persistentes riscos externos e falta de capacidade para ajustamentos.

Perspetiva de evolução das economias africanas até 2023 é negativa - Moody's

Perspetiva de evolução das economias africanas até 2023 é negativa – Moody’s

A agência de notação financeira Moody’s considerou hoje que a perspetiva de evolução das economias africanas até meados de 2023 é negativa devido à frágil recuperação económica, persistentes riscos externos e falta de capacidade para ajustamentos.

Os empresa espera que “o crescimento do PIB para a região da África subsaariana vá acelerar marginalmente em 2022”, mas “isso será insuficiente para recuperar a produção e as perdas de rendimento desencadeadas pela pandemia”, comentou o vice-presidente desta agência de ‘rating’ Aurelien Mali, autor do relatório.

No comentário ao relatório, Mali diz que “os efeitos na geração de receita, já de si baixa, vai manter os défices orçamentais e os requisitos de financiamento elevados no próximo ano, e os fardos da dívida elevados”.

A Moody’s afirma que sem um aumento do apoio financeiro internacional, a capacidade de sustentar o peso da dívida vai enfraquecer-se ainda mais, intensificando as pressões sobre a liquidez dos países e a vulnerabilidade aos riscos externos, particularmente devido à limitada capacidade dos sistemas bancários nacionais darem financiamento para suportar a aproximação da maturidade de várias emissões de dívida pública nos mercados financeiros, nos próximos anos.

Além disto, aponta-se no documento, enviado aos clientes e a que a Lusa teve acesso, “a exposição aos riscos ambientais e sociais será particularmente pertinente para a evolução do crédito”, já que “os governos vão provavelmente ver uma intensificação dos riscos sociais em resposta a uma fadiga sobre a pandemia e exigências crescentes de mais apoio orçamental, criação de emprego e serviços num contexto de baixo crescimento”.

MBA // PJA

By Impala News / Lusa

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