Patrões moçambicanos sugerem compra coletiva de combustível por transportadores para reduzir preço

A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, maior agremiação patronal do país, sugeriu hoje que o Governo crie mecanismos de compra coletiva de combustível pelos transportadores para reduzir custos e evitar a subida do preço do transporte.

Patrões moçambicanos sugerem compra coletiva de combustível por transportadores para reduzir preço

Patrões moçambicanos sugerem compra coletiva de combustível por transportadores para reduzir preço

A CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique, maior agremiação patronal do país, sugeriu hoje que o Governo crie mecanismos de compra coletiva de combustível pelos transportadores para reduzir custos e evitar a subida do preço do transporte.

 A aquisição coletiva do combustível “permitiria uma poupança” pelo transportador “em cerca de 6,14 meticais [0,08 euros] por litro e esse benefício seria repassado aos consumidores finais”, referiu Agostinho Vuma, presidente da CTA, durante uma conferência de imprensa, em Maputo.

Segundo a CTA, a solução passa pela “criação de depósitos nos terminais” pelos transportadores de carga e passageiros para a “aquisição do combustível em grupo no distribuidor, beneficiando-se, assim, do preço baixo”.

Agostinho Vuma sublinhou, entretanto, que não se pretende “desestimular a atividade retalhista das gasolineiras”, mas trata-se de uma “medida temporária para minimizar o impacto da subida dos preços”.

A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (Fematro) disse à Lusa, na terça-feira, que vai propor ao Governo uma subida de preços de viagens, visando assegurar a sustentabilidade da atividade.

Na segunda-feira, a Autoridade Reguladora de Energia (Arene) de Moçambique anunciou o reajuste dos preços dos combustíveis no país, com um aumento em todos os produtos petrolíferos, amortecido com redução de taxas.

“Fez-se um esforço para que os ajustamentos não fossem feitos com base nos preços reais” com um aumento “de cerca de 13 meticais [0,19 euros]”, declarou Paulo António da Graça, presidente da Arene.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, referiu na quarta-feira que os preços dos combustíveis no país são dos mais baixos da África Austral e que era impossível não haver ajustes.

Se for traçado um gráfico, “a barra de Moçambique está em baixo de toda a África Austral”, “só que não podemos continuar” sem ajustes nos valores de venda ao público, referiu o chefe de Estado à margem de uma visita oficial ao Gana.

A gasolina subiu de 77,39 meticais (1,13 euro) para 83,30 meticais (1,22 euro) por litro, o gasóleo passa de 70,97 meticais (um euro) para 78,48 meticais (1,15 euro) por litro e o gás doméstico também registou uma subida, passando de 80,49 meticais (1,18 euro) para 85,53 (1,25 euro) por quilo, segundo a nova tabela apresentada em conferência de imprensa pela Arene. 

O petróleo de iluminação também subiu de 50,16 meticais (0,73 euro) para 77,48 meticais (1,13 euro) por litro.

LYN (EYAC) // LFS

By Impala News / Lusa

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