Pagamentos a retalho atingiram em 2021 máximo histórico de 564,3 mil ME – BdP

Os pagamentos a retalho atingiram, em 2021, o máximo histórico de 564,3 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal (BdP), que indica que a crise pandémica levou à alteração de hábitos dos consumidores para mais pagamentos eletrónicos.

Pagamentos a retalho atingiram em 2021 máximo histórico de 564,3 mil ME - BdP

Pagamentos a retalho atingiram em 2021 máximo histórico de 564,3 mil ME – BdP

Os pagamentos a retalho atingiram, em 2021, o máximo histórico de 564,3 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal (BdP), que indica que a crise pandémica levou à alteração de hábitos dos consumidores para mais pagamentos eletrónicos.

Segundo o regulador e supervisor bancário, “o ano de 2021 foi marcado pelo retomar da tendência de crescimento dos pagamentos de retalho, interrompida em 2020 na sequência da pandemia”, tendo sido atingidos “novos máximos históricos”.

Em 2021, foram efetuados 3,1 mil milhões de pagamentos de retalho no valor de 564,3 mil milhões de euros. Estes valores significam, respetivamente, mais 13,7% e 12,5% face a 2020 e 3,3% e 7,9% face a 2019 (último ano pré-pandémico).

Ainda segundo o BdP, a pandemia da covid-19 alterou a forma como os consumidores fazem pagamentos, passando a usar mais os pagamentos eletrónicos.

“As marcas mais evidentes da alteração dos hábitos de pagamento dos portugueses são a escolha de instrumentos de pagamento eletrónicos, em detrimento dos que são baseados em papel, uma maior preferência por compras presenciais e ‘online’ com cartão e o maior recurso à tecnologia ‘contactless'”, afirma o BdP.

Em 2021, diz, foram feitos menos 10,5 milhões de pagamentos com cheques e efeitos comerciais, no valor de 24,2 mil milhões de euros (menos 41,1% e 28,7%, respetivamente, face a 2019).

Já nos cartões de pagamento, débitos diretos e transferências (incluindo imediatas) houve o crescimento tanto de operações como de valor.

O montante das operações com instrumentos de pagamento eletrónicos aumentou 65,4 mil milhões de euros (14,9%) e o número de operações aumentou em 108 milhões (mais 3,7%), face ao último ano pré-pandemia (2019).

Ainda em 2021, as transferências (que “em plena pandemia, foram o único instrumento de pagamento com uma evolução positiva”) cresceram 19% em quantidade e valor relativamente a 2019 e representaram 58% do valor total dos pagamentos efetuados, diz o BdP.

Os cartões de pagamento continuam a ser o instrumento de pagamento mais utilizado pelos consumidores em Portugal, representando 86,5% do número de pagamentos realizados.

Em 2021, houve mais de 81 milhões de pagamentos com cartão do que em 2019, no valor de 12 mil milhões de euros (mais 3,1% e 8,8%, respetivamente, face a 2020).

Ainda segundo o Banco de Portugal, “os dados sobre as compras e os levantamentos de numerário entre 2019 e 2021 confirmam a crescente preferência por compras com cartão”, seja de forma presencial ou ‘online’, referindo que enquanto em 2021 as operações de compra cresceram 9,2% face a 2019 (mais 125,5 milhões de transações), os levantamentos de numerário diminuíram 20,2% (menos 90,7 milhões de operações).

Também no valor das operações a tendência foi a mesma, afirma o BdP, pois os levantamentos de numerário ficaram ainda 9,2% aquém dos valores registados em 2019 (menos 2,8 mil milhões de euros), enquanto as compras com cartão ultrapassaram os valores pré-pandémicos, com um crescimento de 8% (mais 4,1 mil milhões de euros).

O valor médio dos levantamentos de numerário cresceu, passando de 69,2 euros em 2019 para 78,8 euros em 2021 (mais 13,9%), o que, segundo o BdP, “evidencia que houve menos levantamentos de numerário, mas de valor unitário superior”.

Também o recurso à tecnologia ‘contactless’ aumentou em 2020 e 2021.

No final de 2019, segundo o BdP, menos de 10% das operações em terminais de pagamento eram efetuadas com recurso à tecnologia ‘contactless’, e em abril de 2020 esta tecnologia passou a ser utilizada em cerca de 20% das compras.

Desde então a utilização tem sido crescente, o que o BdP atribui à familiarização dos consumidores com a tecnologia e ao aumento do valor de pagamento que pode ser feito com ‘contactless’.

Assim, em dezembro de 2021, “as compras ‘contactless’ representavam 40% dos pagamentos realizados com cartões nacionais e estrangeiros nos pontos de venda físicos em Portugal”, refere.

Em março de 2020, para incentivar os pagamentos sem contacto, o Banco de Portugal passou a permitir pagamentos até 50 euros com cartões ‘contactless’ sem introduzir o código PIN (até então era de 20 euros o valor limite para pagamentos aproximando o cartão do terminal de pagamento e sem colocar PIN).

IM // CSJ

By Impala News / Lusa

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