Orçamento timorense para 2021 é “estímulo robusto” para economia nacional — primeiro-ministro

O primeiro-ministro timorense disse hoje que o Orçamento do Estado para 2021 representa um necessário “estímulo robusto” e não uma viragem “desorientada e prematura” para a austeridade, para acelerar a recuperação e responder aos desafios nacionais.

Orçamento timorense para 2021 é

Orçamento timorense para 2021 é “estímulo robusto” para economia nacional — primeiro-ministro

O primeiro-ministro timorense disse hoje que o Orçamento do Estado para 2021 representa um necessário “estímulo robusto” e não uma viragem “desorientada e prematura” para a austeridade, para acelerar a recuperação e responder aos desafios nacionais.

“O caminho para o progresso não será através de uma viragem desorientada e prematura para a austeridade orçamental, que impede o tão necessário caminho de uma forte recuperação, de um crescimento resiliente e inclusivo”, disse Taur Matan Ruak no Parlamento Nacional.

“Pelo contrário, com um estímulo orçamental robusto, que impulsione significativamente a procura agregada, apresentaremos investimentos no setor privado e restabeleceremos a confiança dos consumidores. O Governo continuará a expandir a proteção das pessoas, a salvar postos de trabalho, a apoiar o consumo e a catalisar a atividade do setor privado”, afirmou.

O Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2021 é o segundo maior de sempre, com uma despesa global consolidada de 2.029 milhões de dólares (1.726 milhões de euros), englobando 1.797 milhões de dólares (1.528 milhões de euros) da Administração Central, 127 milhões de dólares (108 milhões de euros) da Região Administração Especial de Oecusse-Ambeno (RAEOA) e cerca de 177,28 milhões de dólares (150,8 milhões de euros) da Segurança Social.

“O meu Governo formulou este orçamento para revitalizar a nossa economia, proteger e investir no nosso povo, e proporcionar aos nossos jovens as oportunidades de inserir-se na sociedade para realizarem os seus sonhos”, disse.

Para o primeiro-ministro esta é a estratégia necessária para responder ao que foi o “ano mais desafiante” que o país enfrentou desde a restauração da independência, procurando em 2021 revitalizar a economia, investir no povo e criar oportunidades para os jovens.

“2020 foi o ano mais desafiante que enfrentámos, desde os primeiros dias da nossa independência. Fomos testados por meio de uma desastrosa sequência de eventos inesperados”, afirmou Taur Matan Ruak no arranque do debate na generalidade.

“Fomos confrontados com a pandemia da covid-19, por inundações e por um impasse político alargado que pôs à prova a nossa própria democracia. Estes tempos únicos e desafiantes mostraram a força da nossa nação e o seu sucesso em agirmos juntos, como um só, como um Governo unido ao serviço do seu povo, e a capacidade social do nosso povo para a resiliência e adaptação aos choques”, afirmou.

Ao longo de nove livros e mais de 1.500 páginas, o Governo detalha mais de 1.800 atividades de 91 entidades, estreando em 2021 a “abordagem orçamental baseada em programas”, o que segundo o primeiro-ministro “garantirá uma base para a melhor gestão dos (…) resultados e desempenho e para alocar mais eficientemente os escassos recursos públicos”.

Medidas focadas em “acelerar a recuperação com um maior nível de apoio do Governo” para resposta aos “múltiplos desafios” que o país enfrenta, destacou.

“Trata-se de um Orçamento de Estado ambicioso para tempos extraordinários, em que o Governo precisa de ter mais capacidade de reação do que nunca. Uma lição que a covid-19 nos ensinou é que para ultrapassar uma crise grave, é necessário o trabalho e a resolução de todas as instituições públicas, de cada ramo do Governo, de cada comunidade, e de cada um de nós”, afirmou.

“Não podemos escolher as nossas adversidades institucionais, sociais e económicas. Mas podemos escolher o quão duros e eficientes estamos dispostos a trabalhar para enfrentar os desafios. Movemo-nos a grande velocidade e adaptámo-nos de formas sem precedentes para conter a pandemia e a extensão dos seus choques”, sustentou.

Destacando os esforços do Governo e do Parlamento Nacional, o primeiro-ministro sublinhou a “dívida para com os trabalhadores da linha da frente, cidadãos e líderes em todo o país”, que fizeram de Timor-Leste exemplo na região e no mundo na resposta à pandemia.

 “O Orçamento do Estado para 2021 está comprometido com o crescimento económico, resolvendo as lacunas na nossa proteção social, investindo nos cuidados de saúde e na educação, numa mão de obra mais forte e na criação de emprego”, disse.

“Não é uma tarefa pequena construir um país mais forte, resiliente e mais sustentável. Vai dar muito trabalho. Será necessário um compromisso político para guiar o nosso país para a frente e encontrar um terreno comum para identificar o maior número possível de políticas que possam concretizar os tão necessários progressos”, afirmou.

 

ASP // JMC

Lusa/Fim

By Impala News / Lusa

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