Operadoras assinam contrato de jogo em Macau e prometem 11,7 MM de euros em elementos não jogo

As seis operadoras de jogo presentes em Macau renovaram hoje o contrato de concessão para os próximos dez anos, comprometendo-se a aplicar “mais de 100 mil milhões de patacas” em elementos não relacionados com o jogo.

Operadoras assinam contrato de jogo em Macau e prometem 11,7 MM de euros em elementos não jogo

Operadoras assinam contrato de jogo em Macau e prometem 11,7 MM de euros em elementos não jogo

As seis operadoras de jogo presentes em Macau renovaram hoje o contrato de concessão para os próximos dez anos, comprometendo-se a aplicar “mais de 100 mil milhões de patacas” em elementos não relacionados com o jogo.

“Neste concurso público, as seis empresas adjudicatárias comprometeram-se a fazer um investimento nos elementos não jogo de mais de 100 mil milhões de patacas (11,7 mil milhões de euros) e quanto ao jogo cerca de 10 mil milhões de patacas (1,17 mil milhões de euros)”, disse, durante uma conferência de imprensa, o presidente da comissão do concurso público para a atribuição de concessões para a exploração de jogos de fortuna ou azar, André Cheong Weng Chon.

A aposta em elementos não jogo e visitantes estrangeiros são duas das exigências estabelecidas no concurso público pelas autoridades que esperam assim diversificar a economia do território, fortemente dependente das receitas dos casinos.

“Depois de 20 anos de desenvolvimento, o jogo, tanto nas suas instalações básicas, como nos seus equipamentos, já tem uma certa dimensão, por isso o Governo não espera uma expansão ilimitada do jogo, tem de ser um desenvolvimento estável e, ao mesmo tempo, é preciso dar mais espaço de desenvolvimento dos elementos não jogo”, acrescentou.

Sobre a expansão desta vertente, André Cheong sublinhou ainda que as operadoras vão estabelecer planos anuais, sendo que já existem projetos para 2023, “como espetáculos e convenções”, que vão ser apresentados este sábado numa conferência de imprensa que vai juntar membros do Governo e as seis empresas.

Já o secretário para a Economia, também presente na sessão de hoje, assegurou que será dada “primazia ao emprego local” e que a promoção de setores não ligados ao jogo pode vir a “criar mais postos de trabalho para residentes”.

“Estes poderão aproveitar esta oportunidade para se desenvolverem profissionalmente. No setor do jogo há muitos trabalhadores que vão mudar de carreira”, assumiu Lei Wai Nong.

O jogo representa cerca de 80% das receitas do Governo e 55,5% do Produto Interno Bruto (PIB) de Macau, numa indústria que dá trabalho a mais de 80 mil pessoas, ou seja, a 17,23% da população empregada.

O Governo anunciou no final de novembro a atribuição da licença de jogo às seis operadoras já presentes em Macau, deixando de fora a nova concorrente Genting (GMM) “sem experiência de exploração de jogo” no território.

Por ordem de classificação, MGM Grand Paradise, Galaxy Casino, Venetian Macau, Melco Resorts (Macau), Wynn Resorts (Macau) e SJM Resorts viram as propostas aprovadas.

Cada um dos concorrentes teve de pagar uma caução de pelo menos 10 milhões de patacas (1,22 milhões de euros) para apresentar as propostas a concurso, aberto no final de julho.

Os contratos de concessão entram em vigor em 01 de janeiro do próximo ano.

Desde o início da pandemia, as operadoras em Macau – que seguiu até recentemente a política chinesa de zero casos – têm acumulado prejuízos sem precedentes devido à queda do número de visitantes, sobretudo da China, na sequência de vários surtos no território e no continente e da imposição de medidas de prevenção e controlo da doença, incluindo o encerramento dos casinos.

CAD // VM

By Impala News / Lusa

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