OE2021: Segurança Social com défice de 445,7 milhões de euros até julho

A Segurança Social registou um saldo negativo de 445,7 milhões de euros até julho, inferior em 2,7 milhões ao valor registado no mesmo período do ano passado, depois de um excedente de 299,1 milhões de euros em junho.

OE2021: Segurança Social com défice de 445,7 milhões de euros até julho

OE2021: Segurança Social com défice de 445,7 milhões de euros até julho

A Segurança Social registou um saldo negativo de 445,7 milhões de euros até julho, inferior em 2,7 milhões ao valor registado no mesmo período do ano passado, depois de um excedente de 299,1 milhões de euros em junho.

“O saldo global do subsetor da Segurança Social atingiu em julho -445,7 milhões de euros, o que representa uma variação positiva de 2,7 milhões de euros face ao período homólogo”, refere o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social num comunicado divulgado no âmbito da execução orçamental até julho, hoje conhecida.

A contribuir para aquele resultado esteve um aumento da receita efetiva de 1.373,9 milhões de euros e um crescimento da despesa efetiva em 1.371,1 milhões de euros, o que, segundo o ministério tutelado por Ana Mendes Godinho, “se deve em grande parte às medidas extraordinárias adotadas para fazer face aos efeitos socioeconómicos da pandemia” de covid-19.

Ate julho, a receita efetiva da Segurança Social ascendeu a 18.146,7 milhões de euros, o que representa um aumento de 8,2% face ao mesmo mês de 2020.

“Este resultado deve-se ao acréscimo de 894,1 milhões de euros em contribuições e quotizações (mais 8,9% do que no período homólogo de 2020) e ao aumento do financiamento do Orçamento do Estado em 237,9 milhões de euros, bem como das transferências correntes da União Europeia em 112 milhões de euros, mais 15,9% que no período homólogo”, detalha o comunicado.

Já a despesa efetiva atingiu os 18.592,3 milhões de euros até julho, valor que reflete um aumento de 8% face ao mesmo período do ano passado e que é essencialmente explicado pelas referidas medidas de mitigação da pandemia, que representam um acréscimo de despesa de 1.596,4 milhões de euros.

Além dos gastos relacionados com as medidas relativas à covid-19, o aumento da despesa deve-se ainda à subida em 18,8% (161,1 milhões de euros) da despesa com prestações de desemprego, bem como ao aumento da despesa com pensões em 2,7% (mais 279,1 milhões de euros) e em 11,3% (mais 121,1 milhões de euros) com programas e prestações de ação social.

O défice das contas públicas fixou-se em 6.840 milhões de euros até julho, recuando em 1.631 milhões de euros face ao período homólogo.

LT // CSJ

By Impala News / Lusa

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