OE2020: Retirar Lisboa e Porto dos ‘vistos gold’ é contraproducente – APEMIP

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) considera que a intenção do PS de limitar a concessão dos ‘vistos gold’ nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto é “contraproducente”.

OE2020: Retirar Lisboa e Porto dos 'vistos gold' é contraproducente - APEMIP

OE2020: Retirar Lisboa e Porto dos ‘vistos gold’ é contraproducente – APEMIP

A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) considera que a intenção do PS de limitar a concessão dos ‘vistos gold’ nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto é “contraproducente”.

Em comunicado, as imobiliárias consideram que “alterar as regras a meio do jogo mexe com a perceção da credibilidade do setor junto de potenciais investidores”.

Na segunda-feira, a líder da bancada socialista, Ana Catarina Mendes, apontou a proposta de alteração aos ‘vistos gold’ como “uma resposta à especulação imobiliária” em Lisboa e no Porto e incentivo ao investimento em zonas do interior e regiões autónomas.

Admitindo a necessidade de “introduzidos ajustes nestas zonas onde existe uma maior pressão imobiliária”, o presidente da APEMIP, Luís Lima, considera que “retirá-las do programa é mudar as regras a meio do jogo e um sinal negativo que estamos a passar aos potenciais investidores”.

“Compreenderia o aumento do valor mínimo de investimento nestes concelhos, que poderia passar de 500 mil euros para um milhão, por exemplo, mas não posso concordar que seja retirada a oportunidade de investir, sobretudo tendo em conta que se está a considerar toda a área metropolitana”, declarou.

Sobre a promoção da descentralização do investimento para o interior do país, o representante das imobiliárias considera o estímulo positivo, mas deixa a nota de que a delimitação das zonas poderá deixar de fora regiões que também precisam que este investimento lhes chegue.

No comunicado, Luís Lima lamenta ainda que o “enfoque negativo sobre o imobiliário, na discussão do Orçamento do Estado. Este mercado faz parte do tecido económico nacional e dá um contributo bastante valioso, que parece estar a ser desconsiderado e, pior ainda, penalizado”.

Desde a criação deste programa em 2012, foram atribuídas 8.207 autorizações de residência, que correspondem a um investimento de mais de 4,9 mil milhões de euros em Portugal, dos quais 4,5 mil milhões correspondem a imobiliário. Em 2019, este investimento representou mais de 660 milhões de euros, refere.

Também a Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários afirmou hoje que a intenção do PS de limitar a concessão dos ‘vistos gold’ “vai ditar o fim do programa”, propondo um aumento do valor exigido para investimento em Lisboa e no Porto.

“O regime ‘Golden Visa’ é demasiado importante para a nossa economia para ser vítima de tentativas vãs e do ‘jogo político’, na medida em que é um grande gerador de riqueza e de postos de trabalho”, reagiu hoje a associação, depois de na segunda-feira o PS ter entregado uma proposta de alteração ao Orçamento para 2020 (OE2020).

JNM (PMF) // MSF

By Impala News / Lusa

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