Necessidade de financiamento da economia atingiu 0,2% no ano acabado no 1.º trimestre

A economia portuguesa registou, no ano que acabou no primeiro trimestre, uma necessidade de financiamento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), adiantou hoje o Banco de Portugal.

Necessidade de financiamento da economia atingiu 0,2% no ano acabado no 1.º trimestre

Necessidade de financiamento da economia atingiu 0,2% no ano acabado no 1.º trimestre

A economia portuguesa registou, no ano que acabou no primeiro trimestre, uma necessidade de financiamento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB), adiantou hoje o Banco de Portugal.

“A economia portuguesa apresentou, no ano acabado no primeiro trimestre de 2022, uma necessidade de financiamento de 0,2% do PIB”, referiu o banco central, explicando que “este resultado reflete as necessidades de financiamento das sociedades não financeiras e das administrações públicas (de 2,6% e 1,5% do PIB, respetivamente) que, em conjunto, excederam as capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras (de 2,5% e 1,5% do PIB)”.

Por outro lado, recordou, “no ano acabado no primeiro trimestre de 2021, a economia portuguesa tinha apresentado uma capacidade de financiamento de 0,3% do PIB”, acrescentando que “o agravamento deste saldo no primeiro trimestre de 2022 reflete as reduções das capacidades de financiamento dos particulares e das sociedades financeiras, de 5,0 pp [pontos percentuais] e 1,0 pp, que foram parcialmente compensadas pelo decréscimo da necessidade de financiamento das administrações públicas, de 5,6 pp”.

O BdP divulgou ainda que, no ano acabado no primeiro trimestre deste ano, “os particulares e as sociedades não financeiras financiaram as sociedades financeiras em 4,1% e 2,7% do PIB, as quais, por sua vez, financiaram as administrações públicas em 7,7% do PIB”.

Além disso, “as administrações públicas financiaram o resto do mundo e os particulares em 5,1% e 1,2% do PIB, respetivamente”, e o “resto do mundo financiou as sociedades não financeiras em 5,9% do PIB”.

De acordo com o BdP, “em comparação com o período homólogo”, as “administrações públicas passaram a ser financiadoras do resto do mundo em 5,1% do PIB, invertendo-se a relação de financiamento entre estes dois setores”, sendo que “o financiamento líquido do resto do mundo às sociedades não financeiras aumentou 3,3 pp”.

Por sua vez, “o financiamento líquido das sociedades não financeiras às sociedades financeiras cresceu 1,3 pp” e o das “administrações públicas aos particulares subiu 1,1 pp”.

Além disso, indicou o BdP, “no final do primeiro trimestre de 2022, a economia portuguesa apresentava uma posição financeira líquida perante o resto do mundo de -92,8% do PIB, que comparava com -105,0% do PIB no final do trimestre homólogo de 2021”.

Assim, “os ativos financeiros líquidos dos particulares e das sociedades financeiras eram de 134,0% e 2,1% do PIB, respetivamente (menos 9,6 pp e menos 1,1 pp do que no primeiro trimestre de 2021)” e os “ativos financeiros líquidos das sociedades não financeiras e das administrações públicas eram de -131,9% e -97,0% do PIB (mais 5,6 pp e mais 17,2 pp do que no primeiro trimestre de 2021)”.

A instituição explicou que “as evoluções referidas refletem a capacidade ou necessidade de financiamento e as outras variações de volume e preço no período em análise, assim como o efeito do aumento do PIB”.

O BdP volta a atualizar estes dados a 10 de outubro 2022.

ALYN // CSJ

By Impala News / Lusa

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