Motoristas da STCP em greve parcial nos dias 13, 20, 26 e 27 de agosto

Os motoristas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto vão cumprir uma greve parcial para exigir um aumento salarial superior aos 15 euros propostos pela empresa.

Motoristas da STCP em greve parcial nos dias 13, 20, 26 e 27 de agosto

Motoristas da STCP em greve parcial nos dias 13, 20, 26 e 27 de agosto

Os motoristas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto vão cumprir uma greve parcial para exigir um aumento salarial superior aos 15 euros propostos pela empresa.

Porto, 06 ago 2021 (Lusa) — Motoristas da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) vão cumprir uma greve parcial nos dias 13, 20, 26 e 27 de agosto, para exigir um aumento salarial superior aos 15 euros propostos pela empresa, revelou hoje o STRUN.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN), José Manuel Silva, a greve a realizar-se naqueles dias, entre as 00:00 e as 02:00, cujo pré-aviso foi publicado em 28 de julho, foi validada na quinta-feira em plenário de trabalhadores, no qual a resolução apresentada por aquela organização sindical foi aprovada “por maioria”.

No documento, a que a Lusa teve acesso, os trabalhadores salientam que a proposta de atualização salarial de 15 euros apresentada pelo Conselho de Administração da STCP “é insuficiente porque não responde à questão central que é a desvalorização do salário dos trabalhadores relativamente ao salário mínimo nacional e à probabilidade do aumento da inflação”.

Na defesa destas reivindicações, mandataram os sindicatos “para promoverem formas de luta, na qual se inclui a greve já anunciada nos dias 13, 20, 26 e 27 de agosto”.

“Daqui para a frente, se esta luta não chegar, os sindicatos vão reunir para marcar mais outras ações de luta para setembro”, afirmou José Manuel Silva, em declarações à Lusa.

Salientando que havia sido dada margem antes do pré-aviso de greve para o Conselho de Administração rever a proposta apresentada, o que é facto é que, só após o seu anúncio, a proposta foi alterada, passando a incluir um aumento de 15 cêntimos diários no subsídio de alimentação e 14 cêntimos nas diuturnidades, explicou.

“Até ali, dia 28, dia do pré-aviso de greve, eram só os 15 euros, mais nada, no salário de todos os trabalhadores exceto o dos inspetores”, disse.

Na quinta-feira, fonte da Comissão de Trabalhadores (CT) disse à Lusa que cerca de 400 trabalhadores, reunidos em plenário entre as 09:30 e as 14:00, decidiram rejeitar a proposta de atualização salarial apresentada pela STCP, tendo mandato as organizações sindicais para discutir formas de luta.

“A maioria dos trabalhadores votaram contra essa revisão porque acham que é insuficiente”, revelou Mário Barros, coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da STCP, no final do plenário.

Aquele responsável referiu que a proposta apresentada pela administração da STCP, em linha com a Carris, iria ter um reflexo variável de acordo com a situação laboral de cada trabalhador.

“Estamos a falar de um valor à volta dos 15 euros, mas que depois aplicada trabalhador a trabalhador poderia chegar aos 22, 23, 24 euros, mais coisa menos coisa. Era muito variável conforme a situação atual de cada trabalhador”, explicou.

Na quinta-feira, Mário Barros salientou, contudo, que não foi decidido nada em concreto, nomeadamente quando à possibilidade de avançar com novas paralisações, pelo que considerou prematuro falar sobre o tema.

Ouvida pela Lusa, a STCP garantiu na quinta-feira ter assegurado as necessidades dos clientes “na deslocação casa-trabalho na denominada hora de ponta”.

VSYM (JGJ)// JAP

Lusa/Fim

 

By Impala News / Lusa

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