Ministro da Economia diz que “ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”

Pedro Siza Vieira disse hoje que alguns indicadores recentes da atividade das empresas e do emprego “levam a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”.

Ministro da Economia diz que

Ministro da Economia diz que “ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”

Pedro Siza Vieira disse hoje que alguns indicadores recentes da atividade das empresas e do emprego “levam a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”.

Felgueiras, Porto, 29 jul 2020 (Lusa) – O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, disse hoje que alguns indicadores recentes da atividade das empresas e do emprego “levam a pensar que o ponto mais crítico da contração económica já ficou para trás”.

“Hoje mesmo tivemos notícias do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) que nos levam a pensar que, de facto, o ponto mais crítico desta contração económica já ficou para trás”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

Falando em Felgueiras, no distrito do Porto, onde visitou uma empresa de calçado e reuniu com representantes do setor, o governante referiu que, apesar de se assistir ainda “ao crescimento do número de desempregados”, verifica-se que “em junho já houve mais ofertas de emprego e mais colocações de trabalhadores do que em maio.

“Ainda é muito pouco, mas claramente já existe aqui um abrandamento na subida de desemprego”, acentuou.

Para Pedro Siza Vieira, “foi muito importante verificar na resposta ao inquérito do INE que 99% das empresas dizem que já estão em funcionamento e que as perspetivas de liquidez são agora melhores do que foram em abril”, altura em que vigorava o estado de emergência devido à pandemia de covid-19.

“Agora, que a atividade económica começa a retomar, embora lentamente, o apoio [às empresas] tem de ser dirigido para comparticipar e apoiar o pagamento dos salários que ainda não estão a trabalhar em pleno”.

O ministro insistiu que o momento atual “é de uma grande incerteza”, recordando que a taxa de subutilização do trabalho, em fevereiro, antes da pandemia, era de 12,4% e agora ultrapassou os 15%”. Contudo, prosseguiu, aquilo que também se verifica é que “o ritmo de crescimento do desemprego abrandou claramente”.

“Em junho, pela primeira vez, tivemos mais ofertas e mais colocação de trabalho do que nos meses anteriores”, reforçou aos jornalistas.

A propósito das dificuldades das empresas produtoras de calçado que hoje a APICCAPS (Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos) evidenciou, Pedro Siza Vieira defendeu que “o setor está a enfrentar grandes transformações estruturais dos mercados internacionais”.

“Em cima desta transformação estrutural, que era um desafio grande, temos agora esta crise. É preciso trabalhar muito de perto com as empresas, no sentido de ajudar a atravessar estes momentos difíceis, este vale profundo de uma contração muito grande da procura para que, no próximo ano, possamos estar todos nas melhores condições para aproveitar a retoma do mercado”, referiu, indicando que “as empresas portuguesas têm à sua disposição uma panóplia muito grande de apoios, em função da sua própria situação”.

“Toda a resposta do Governo tem sido, desde o primeiro momento, flexível e aberta, para tentar responder às circunstâncias que vão mudando”, concluiu.

APM // JNM

By Impala News / Lusa

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