Militares obrigam Parlamento a debater aumento salarial

Militares têm praticamente reunidas as 7.500 assinaturas necessárias para entregarem ao Parlamento a petição pela revisão do sistema remuneratório.

Militares obrigam Parlamento a debater aumento salarial

Militares obrigam Parlamento a debater aumento salarial

Militares têm praticamente reunidas as 7.500 assinaturas necessárias para entregarem ao Parlamento a petição pela revisão do sistema remuneratório.

Os militares têm quase reunidas as condições para obrigarem o Parlamento a discutir situação salarial. A Petição “Revisão e alteração do sistema remuneratório dos militares” está praticamente nas 7.500 assinaturas, condição para que as associações dos profissionais das Forças Armadas a enviem à Assembleia da República, ainda neste mês, noticia a edição impressa desta segunda-feira, 10 de maio, do JN.

A criação de quadros permanentes de praças no Exército e na Força Aérea e a revisão da massa salarial são consideradas “medidas essenciais para atrair e reter militares nas fileiras”, principalmente “na categoria de praças, em que o posto de soldado tem como remuneração o ordenado mínimo” e onde se regista maior número de saídas. Os diplomas para a criação dos quadros permanentes “já estão fechados, mas se os lançassem sem a revisão do sistema remuneratório seria um tiro de pólvora seca”. “Não ia resultar e o problema mantinha-se. Só iria trazer para as Forças Armadas algumas pessoas que dão valor à estabilidade, mesmo ganhando pouquinho. Obviamente que uma perspetiva de carreira vai ajudar muito, mas se for acompanhada de aumento salarial. Se não, os caixas de supermercado ganham mais”, sublinha o tenente-coronel António Mota, da AOFA, citado pelo JN, que defende que “são as duas medidas em conjunto que vão reequilibrar” as Forças rmadas.

Militares querem aumentos e outros mecanismos de retenção para as Forças Armadas

Melhorar as condições salariais e criar mecanismos de retenção dos militares são “grande esperança” do oficial. Só desta forma se “atraía quem está fora das Forças Armadas e travava saídas”. “Se não se paga convenientemente, ninguém quer vir. Ainda para mais, uma carreira com tantos deveres e tão poucos direitos. Tem de ser bem pago. Se não, qualquer dia teremos uma pirâmide hierárquica invertida”, antevê na mesma peça o cabo-mor Paulo Amaral, que dirige a Associação de Praças. “Salário, condições de habitabilidade e perspetiva de carreira são muito importantes para quem quer seguir a vida militar”, diz.

O Ministério da Defesa lançou, há dois anos, o Plano de Ação para a Profissionalização do Serviço Militar, conjunto de medidas para distribuir em cinco anos no sentido de conter e reverter a perda de efetivos. Além de adiantar que a “viabilidade da criação de um quadro permanente para a categoria de praças” estava a ser avaliada, o Governo propunha-se a ““estudar a reorganização da estrutura remuneratória de forma a aferir o impacto da atribuição do nível remuneratório 5”, fazendo equivaler o salário dos soldados na “posição de ingresso” a um valor pouco acima do ordenado mínimo da Função Pública.

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