Migração das frequências da TDT para 5G vai abranger 15% da população portuguesa

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), João Cadete de Matos, disse hoje que o processo de migração da rede de televisão digital terrestre (TDT) para a tecnologia 5G vai abranger perto de 15% da população portuguesa.

Migração das frequências da TDT para 5G vai abranger 15% da população portuguesa

Migração das frequências da TDT para 5G vai abranger 15% da população portuguesa

O presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), João Cadete de Matos, disse hoje que o processo de migração da rede de televisão digital terrestre (TDT) para a tecnologia 5G vai abranger perto de 15% da população portuguesa.

“Sabemos que de facto ainda uma parte significativa vê televisão gratuita e estamos a falar de 15% da população portuguesa. Isso depende das zonas do país, das condições económicas e do nível geracional. Aqui no Alentejo há uma necessidade de garantir a televisão gratuita e essa população vai ter o nosso apoio”, explicou João Cadete de Matos.

Em declarações à agência Lusa, à margem da sessão de ressintonia do emissor de Sines, que decorreu hoje, na sala de sessões da Câmara Municipal de Sines, no distrito de Setúbal, minutos depois das 16:30, o responsável sublinhou que esta mudança não prevê custos para os consumidores.

Os utilizadores da TDT “não têm de ter custos, nem com televisores, antenas ou instalações. Se alguém disser que têm de mudar a televisão ou a antena isso é falso”, advertiu o presidente da autoridade nacional de comunicações alertando para eventuais burlas.

“Se alguém disser que tem de passar da televisão gratuita para a televisão paga isso é uma burla e a Anacom antecipadamente tomou uma medida cautelar preventiva para evitar que isso aconteça porque recebemos algumas queixas de que isso estava a acontecer”, disse.

As coimas para quem cometer este tipo de infrações “podem ir até aos cinco milhões de euros”, indicou.

O processo de mudança de frequência da TDT do emissor de Sines, no litoral alentejano, decorreu entre as 16:38 e as 16:43, com a resintonia dos vários televisores instalados na sala de sessões do município de Sines, para demonstrar “a simplicidade do processo”.

“Quando o televisor ficar a negro haverá uns minutos de ligação da nova frequência e aquilo que vai ser necessário é que cada utilizador, através do comando da TV, faça a sintonia automática do novo canal”, explicou.

A alteração do emissor de Sines, que passou do canal 56 para o 43, marcou o arranque do processo de alteração da TDT a nível nacional e visa permitir a introdução da tecnologia 5G (quinta geração móvel).

“Isto implicou mudanças na cobertura com a instalação, em cada região, de um sistema de multifrequência que vai permitir que algumas zonas, onde havia alguma colisão das frequências, passem a ter uma ligeira melhoria da receção da TDT em casa das pessoas”, referiu.

A Anacom disponibiliza um número de apoio gratuito (800 102 002), para “ajudar na sintonia”.

“A equipa está dotada de manuais detalhados dos principais modelos de televisão que existem em Portugal para ajudar na sintonia da televisão. Caso o apoio telefónico não seja suficiente, o espetador pode pedir o agendamento de uma visita de um técnico da Anacom”, acrescentou.

Durante o processo de migração, que irá durar cerca de cinco meses, a autoridade nacional de comunicações “vai ter 30 técnicos disponíveis em viaturas para irem a casa das pessoas que telefonarem e pedirem essa ajuda para fazerem a sintonia do televisor”, salientou.

“No total, nesta primeira fase, que termina dia 27 de fevereiro, serão alterados 20 emissores, que incluem todos os do Algarve, alguns do Alentejo e o emissor de Sines do distrito de Setúbal. O processo prosseguirá depois para norte, estando prevista a sua conclusão no final de junho”, recorda a Anacom.

No dia 27 de novembro do ano passado teve lugar um teste piloto, no emissor Odivelas Centro, em Lisboa.

A migração, que vai abranger um total de 242 emissores, ficará completa com a alteração da rede da televisão digital terrestre nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

HYN // EA

By Impala News / Lusa

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