Mestres da Soflusa realizam nova greve entre os dias 3 a 7 de junho

Os mestres da Soflusa voltaram hoje a aderir na totalidade à greve parcial e, perante a falta de entendimento com a empresa de transporte fluvial, foi anunciada uma nova paralisação entre 03 e 07 de junho, informou fonte sindical.

Mestres da Soflusa realizam nova greve entre os dias 3 a 7 de junho

Mestres da Soflusa realizam nova greve entre os dias 3 a 7 de junho

Os mestres da Soflusa voltaram hoje a aderir na totalidade à greve parcial e, perante a falta de entendimento com a empresa de transporte fluvial, foi anunciada uma nova paralisação entre 03 e 07 de junho, informou fonte sindical.

Os mestres da Soflusa voltaram hoje a aderir na totalidade à greve parcial e, perante a falta de entendimento com a empresa de transporte fluvial, foi anunciada uma nova paralisação entre 03 e 07 de junho, informou fonte sindical.

“A nova greve hoje anunciada será também parcial, de três horas por turno, e acontece pelos mesmos motivos: contratação de profissionais e alívio da carga de trabalho extraordinário”, avançou à Lusa Carlos Costa, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans).

Além desse movimento, segundo o responsável, os trabalhadores estão a equacionar “uma greve de 24 horas, em 12 de junho”.

Naquele que é o segundo e último dia de greve parcial, de três horas por turno, a totalidade dos mestres aderiram ao movimento, ou seja, 21 trabalhadores, sendo que três deles se encontram de baixa médica.

De acordo com o sindicalista, no ano passado estes profissionais realizaram “quatro mil horas de trabalho extraordinário” o que faz com que alguns deles “careçam de cuidados de saúde físicos e mentais”, porque é um trabalho muito “exaustivo”.

Contactada pela Lusa, a empresa de transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa referiu só conseguir precisar os dados sobre a adesão e ligações suprimidas no final da manhã.

O serviço da Soflusa esteve hoje interrompido entre as 06:30 e as 09:30 e, segundo José Lourenço, da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro (CUSPAS), verificou-se uma diminuição dos passageiros em espera do primeiro barco, em comparação com quinta-feira. Contudo, os utentes mostraram-se preocupados por a empresa e os mestres ainda não terem chegado a um entendimento, até porque a falta dos trabalhadores é “congénita”.

“Os utentes vêm esta situação com preocupação porque a empresa fora do período da greve continua a ter de suprimir carreiras. O problema é congénito, não há tripulações, não há mestres e os barcos não podem andar”, frisou.

Neste sentido, considerou que as perspetivas não são “animadoras”, uma vez que os mestres já estão a convocar novas paralisações.

“Alguns mestres já anunciaram uma nova greve para junho e vemos isso com preocupação, porque a corda vai partir para algum lado. Só se consegue fazer paz quando dois intervenientes têm o mínimo de intenção de conversar”, defendeu.

Segundo a Soflusa, as ligações fluviais apenas vão funcionar hoje entre as 00:00 e a 01:30, às 05:05, das 09:30 às 17:45 e das 22:00 às 23:30. Na quarta-feira, depois de uma reunião entre os sindicatos e o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, a Fectrans anunciou que as negociações na empresa vão ser reabertas.

Na reunião foram abordadas as matérias laborais transversais à empresa e as matérias que são objeto do pré-aviso de greve dos mestres da Soflusa, o que resultou num acordo em relação a três matérias, designadamente regulamento de carreiras, negociações salariais e contratação de pessoal.

Relativamente à contratação de pessoal, o governante deixou a promessa de “reforçar os recursos humanos na Soflusa, portanto na área marítima, de forma a contratar até seis novos recursos”, a que acrescem os quatro contratados recentemente e que deram origem à abertura de um concurso interno para quatro mestres para os navios que asseguram o transporte fluvial entre o Barreiro e Lisboa.

Os mestres da empresa também começaram na quinta-feira uma greve às horas extraordinárias, que se deve prolongar até final do ano, devido à “falta de profissionais”.

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