Mercado de combustíveis cai 28,26% em abril face ao mês anterior

O mercado de combustíveis caiu 28,26% em abril face a março, uma descida “acentuada”, mas “expectável”, após níveis de procura “anormais” no mês anterior, devido à perspetiva de subida dos preços, adiantou a ENSE.

Mercado de combustíveis cai 28,26% em abril face ao mês anterior

Mercado de combustíveis cai 28,26% em abril face ao mês anterior

O mercado de combustíveis caiu 28,26% em abril face a março, uma descida “acentuada”, mas “expectável”, após níveis de procura “anormais” no mês anterior, devido à perspetiva de subida dos preços, adiantou a ENSE.

Em comunicado hoje divulgado, a Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) indicou que, em abril, as introduções ao consumo – registos efetuados, para efeitos fiscais, pelos comercializadores grossistas de combustível — “registaram uma descida acentuada face ao mês anterior, numa trajetória expectável e já anunciada, depois dos níveis de procura anormais verificados em março”, que se explica pela perspetiva de subida dos preços, devido à guerra na Ucrânia.

Assim, as introduções ao consumo totais registadas junto da ENSE, através do Balcão Único da Energia, registaram uma descida de 224.395 toneladas (-28,26%), face ao verificado em março, com destaque para o Gasóleo (sem ‘jet’ — combustível para aviação) com uma redução de 191.785 toneladas (-36,84%).

Porém, quando comparado com o mesmo mês de 2021, registou-se, no mês em análise, uma subida de 33.821 toneladas (+6,31%), “sendo que esta situação se deve única e exclusivamente, ao crescimento extraordinário do ‘jet’ com uma subida de 90.994 toneladas (+273,05%), o que demonstra uma clara recuperação dos níveis de tráfego aéreo que foi o setor mais condicionado durante a crise pandémica”, apontou a entidade.

Já comparativamente a 2019, antes do início da pandemia, verifica-se ainda um nível mais baixo de introduções ao consumo (-18,66%), mas que mostra, vincou a ENSE, uma “progressiva normalização” dos níveis de consumo de combustíveis.

A entidade realçou ainda que os totais acumulados entre janeiro e abril deste ano, que mostram um aumento homólogo de 30,65%, são também prova de um “cenário de recuperação”, ainda que, face ao mesmo período de 2019, esteja 5,16% abaixo.

MPE // JNM

By Impala News / Lusa

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