Mário Centeno disponível para ir ao parlamento na próxima semana por causa do Novo Banco

O ministro das Finanças manifestou hoje disponibilidade para ir ao parlamento, na próxima semana, prestar esclarecimentos sobre a situação do Novo Banco – fonte do Ministério das Finanças.

Mário Centeno disponível para ir ao parlamento na próxima semana por causa do Novo Banco

Mário Centeno disponível para ir ao parlamento na próxima semana por causa do Novo Banco

O ministro das Finanças manifestou hoje disponibilidade para ir ao parlamento, na próxima semana, prestar esclarecimentos sobre a situação do Novo Banco – fonte do Ministério das Finanças.

Lisboa, 03 mar (Lusa) – O ministro das Finanças, Mário Centeno, manifestou hoje disponibilidade para ir ao parlamento, na próxima semana, prestar esclarecimentos sobre a situação do Novo Banco, disse à agência Lusa fonte do Ministério das Finanças.

Na sexta-feira, o Novo Banco anunciou que vai pedir uma injeção de capital de 1.149 milhões de euros ao Fundo de Resolução, tendo o Ministério das Finanças anunciado que “considera indispensável” a realização de uma auditoria para escrutinar o processo de capitalização deste banco.

Na sequência do anúncio, o CDS-PP pediu a presença de Mário Centeno no parlamento para dar esclarecimentos sobre o Novo Banco “com a máxima urgência”, sublinhando que uma injeção de capital público “é o oposto” do que foi prometido pelo Governo.

Fonte oficial do Ministério das Finanças confirmou hoje à agência Lusa a disponibilidade do ministro para comparecer na próxima semana no parlamento para prestar esclarecimentos sobre a situação do Novo Banco na sequência do processo de resolução iniciado em 2014.

No ano passado, para fazer face a perdas de 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução, pelo que, a concretizar-se o valor pedido agora, as injeções públicas ficarão em mais de 1.900 milhões de euros.

O Novo Banco, que ficou com parte da atividade bancária do Banco Espírito Santo (BES) – resgatado no verão de 2014 -, é desde outubro de 2017 detido em 75% pelo fundo norte-americano Lone Star, sendo os restantes 25% propriedade do Fundo de Resolução bancário (entidade da esfera pública gerida pelo Banco de Portugal).

A Lone Star não pagou qualquer preço, tendo acordado injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco, e negociou um mecanismo que prevê que, durante oito anos, o Fundo de Resolução injete até 3,89 mil milhões de euros no banco por perdas que venha a registar num conjunto de ativos ‘tóxicos’ e alienações de operações não estratégicas (caso ponham em causa os rácios de capital da instituição).

Em 2018, o Novo Banco registou prejuízos de 1.412 milhões de euros.

CFF (IM) // MCL

By Impala News / Lusa

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