Madeira convencida que ameaça da easyJet de sair da região “não se traduzirá na prática”

O secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira está convencido de que a ameaça da easyJet em sair da região não se venha a concretizar, acrescentando existir empenho nacional e regional para arranjar soluções boas para todos.

Madeira convencida que ameaça da easyJet de sair da região

Madeira convencida que ameaça da easyJet de sair da região “não se traduzirá na prática”

O secretário Regional de Turismo e Cultura da Madeira está convencido de que a ameaça da easyJet em sair da região não se venha a concretizar, acrescentando existir empenho nacional e regional para arranjar soluções boas para todos.

Em causa está a ameaça da companhia aérea easyJet de interromper as ligações aéreas entre a Madeira e o continente, a partir de Lisboa e do Porto, na sequência da aprovação, no âmbito do Orçamento do Estado, das novas regras do subsídio de mobilidade para a Madeira, que determinam que os madeirenses passem a pagar apenas o preço estipulado para as passagens aéreas de ida e volta – 86 euros para os residentes e 65 euros para os estudantes – sem terem de adiantar valores passíveis de reembolso.

“No que diz respeito à easyJet o que se passa é muito simples: estamos mais do que convencidos de que essa ameaça não se traduzirá na prática. O que acontece é que há um modelo de subsidiação dos residentes da Madeira e dos Açores, os dois arquipélagos têm essa subsidiação, e que, no caso da easyJet, não é entendido da mesma maneira que é pelas outras companhias”, afirmou Eduardo Jesus, num almoço com os jornalistas em Lisboa, promovido pela Associação Portuguesas das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

O governante lembrou que a lei foi aprovada, mas que falta a sua regulamentação, o que será essencial.

“A regulamentação é da exclusiva responsabilidade do Governo da República e estamos em crer que o interesse nacional é exatamente o mesmo que o regional. Por isso, essa regulamentação não passará por medidas que possam prejudicar essa ou outra qualquer companhia. Nós estamos exatamente a trabalhar no sentido contrário, que é o de, dando mais acessibilidade à Madeira, trazer mais companhias a jogo. Num cenário de expansão, não queremos perder uma companhia”, afirmou ainda.

Eduardo Jesus esclareceu ainda que no dia em que a easyJet fez sair o comunicado com a sua posição sobre as novas regras, ele próprio esteve em contacto com o responsável da transportadora.

“O que posso afirmar é que temos mantido contacto regular e continuado com a easyJet”, afirmou, acrescentando que o Governo regional tem transmitido que “há um empenho total em garantir que sejam concertadas soluções” que vão ao encontro da companhia.

“Nem a Madeira, nem o país, se podem dar ao luxo” de perder essas ligações da easyJet, afirmou Eduardo Jesus, admitindo que é normal se a “companhia tem uma posição firme relativamente às posições que possam vir a ser tomadas”, “se expresse da forma que pode”.

“Essa maneira [da easyJet se expressar] tem sido muito clara e muito evidente. Não é o que queremos, não é aquilo que vai acontecer, e o compromisso que estou a tornar público é que existe, naturalmente, empenho nacional e regional para que isso não aconteça”, garantiu.

Questionado se será natural que venha a existir um aumento de preços das tarifas aéreas para a Madeira com estas novas regras, o governante refere que “depende da regulamentação que for feita”.

“Há esse risco. Nós já temos um histórico, temos que tirar ilações. O Governo da República tem que olhar para o histórico e ver qual é que foi o impacto que este modelo teve nas tarifas e, naturalmente, criar mecanismos que possam precaver essa tendência. […] A nós não nos interessa nada salvaguardar apenas o interesse do residente, prejudicando o interesse de quem nos visita. Tem que haver um equilíbrio e é nesse equilíbrio que a regulamentação tem que ser trabalhada”, afirmou.

Já o presidente da APAVT reiterou, o que já tinha afirmado à Lusa em 07 de fevereiro. Pedro Costa Ferreira vê como “difícil” que o novo regime do subsídio de mobilidade na Madeira favoreça a atividade do setor, criticando a “voracidade legislativa que só prejudica os mercados”.

“Não há nada pior para um investidor do que a incongruência e a inconstância. E, infelizmente, temos assistido na área do turismo, e não apenas em Portugal, a esta voracidade legislativa que só prejudica os mercados”, considera.

MSF (PD/DC) // JNM

By Impala News / Lusa

Impala Instagram


RELACIONADOS