Macau duplicou verbas na Educação e Saúde em dez anos, triplicou na Segurança Social

O investimento na Educação e na Saúde em Macau mais do que duplicou, enquanto na Segurança Social triplicou nos últimos dez anos, anunciou hoje o chefe do Governo de Macau, num balanço dos seus dois mandatos.

Macau duplicou verbas na Educação e Saúde em dez anos, triplicou na Segurança Social

Macau duplicou verbas na Educação e Saúde em dez anos, triplicou na Segurança Social

O investimento na Educação e na Saúde em Macau mais do que duplicou, enquanto na Segurança Social triplicou nos últimos dez anos, anunciou hoje o chefe do Governo de Macau, num balanço dos seus dois mandatos.

A baixa taxa de desemprego, a estabilidade das finanças públicas e a diversificação da economia foram outras das áreas sublinhadas por Fernando Chui Sai On em conferência de imprensa, em que fez o balanço dos dois mandatos em que liderou o Governo, a pouco mais de um mês de abandonar o cargo.

Entre 2009 e 2018, a despesa do Governo de Macau na Educação passou de 4.372 milhões de patacas (490 milhões de euros) para 11.630 milhões de patacas (1,3 mil milhões de euros), um aumento de 166%, pode ler-se num documento divulgado na Assembleia Legislativa (AL), onde, para além do balanço da ação governativa, apresentou o programa orçamental para o ano financeiro de 2020.

As políticas desenvolvidas na educação são aquelas que o deixam “mais satisfeitos (…) e orgulhoso”, admitiu o governante, frisando o facto se ter caminhado para a igualdade de acesso ao ensino superior, exemplificou.

Já as despesas das autoridades na área da saúde cresceram 159,7%, passando dos 2.844 milhões de patacas (320 milhões de euros) em 2009 para 7.385 milhões de patacas (830 milhões de euros).

Por outro lado, na segurança social, o valor investido mais que triplicou no mesmo período: em 2009 era de 5.781 milhões de patacas (650 milhões de euros), em 2018 de 18.050 milhões de patacas (dois mil milhões de euros).

A evolução no PIB (Produto Interno Bruto) e no PIB per capita é outro dos sublinhados, tendo crescido, respetivamente, 63,3% e 33,1% nos últimos dez anos em que esteve à frente do Executivo.

Durante a conferência de imprensa, Chui Sai On admitiu ainda que “o momento mais difícil” que viveu foi aquando da passagem do tufão Hato, em 23 de agosto de 2017, que causou dez mortos e mais de 240 feridos.

No documento divulgado aquando da sessão na AL, uma das novidades apresentadas no programa orçamental para o ano financeiro de 2019 é o do aumento dos trabalhadores da função pública.

“Ouvida a Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública, propomos que, a partir de janeiro do próximo ano, o valor do índice salarial dos trabalhadores dos serviços públicos seja atualizado para 91 patacas, cuja proposta será submetida à Assembleia Legislativa para apreciação”, pode ler-se no documento.

Depois de ter cumprido dois mandatos, cada um de cinco anos, o atual líder do executivo será substituído no cargo pelo ex-presidente da AL, Ho Iat Seng, de 62 anos.

Único candidato a chefe do Governo, Ho Iat Seng toma posse a 20 de dezembro, dia em que se assinalam 20 anos da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) e da passagem do antigo território administrado por Portugal para a China.

Após mais de 400 anos sob administração portuguesa, Macau passou a ser uma região administrativa especial da China em 20 de dezembro de 1999, com um elevado grau de autonomia acordado por um período de 50 anos.

JMC // VM

By Impala News / Lusa

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