Lucros do Crédito Agrícola caem 34% para 86,5 ME em 2020

Os lucros do grupo Crédito Agrícola atingiram os 86,5 milhões de euros em 2020, menos 34% que os 131,5 milhões registados em 2019, divulgou hoje o grupo em comunicado.

Lucros do Crédito Agrícola caem 34% para 86,5 ME em 2020

Lucros do Crédito Agrícola caem 34% para 86,5 ME em 2020

Os lucros do grupo Crédito Agrícola atingiram os 86,5 milhões de euros em 2020, menos 34% que os 131,5 milhões registados em 2019, divulgou hoje o grupo em comunicado.

“O resultado líquido consolidado (não auditado) do Grupo Crédito Agrícola atingiu 86,5 milhões de euros em 2020, que compara com os 131,5 milhões de euros registados em 2019”, pode ler-se em comunicado enviado às redações pelo grupo liderado por Licínio Pina.

O grupo adianta ainda que “os resultados de operações financeiras contribuíram com 92,4 milhões de euros” para o resultado.

O Crédito Agrícola fez ainda um reforço líquido de imparidades e provisões com um impacto de 72,9 milhões de euros nas contas, de acordo com o comunicado.

Quanto ao negócio bancário, “o resultado líquido foi positivo em 68,5 milhões de euros em 2020, o que compara com o resultado de 2019 que se cifrou nos 115,5 milhões de euros”.

Os resultados de operações financeiras “contribuíram com 59,1 milhões de euros para o resultado líquido e o reforço líquido de imparidades e provisões em 72,4 milhões de euros” na banca.

“A margem financeira alcançou 301 milhões de euros, um crescimento homólogo de 2,3 milhões de euros (+0,8%)”.

Segundo o banco, esse valor reflete o aumento dos juros de crédito a clientes (um milhão de euros) por via do aumento do volume de crédito (+16,8 milhões), a redução dos juros de títulos e outras aplicações (7,3 milhões), a redução dos juros de depósitos de clientes, por via da redução das taxas de remuneração (5,3 milhões de euros) e ainda a “redução dos juros dos recursos de bancos centrais e outros passivos em 4,5 milhões de euros”.

No total do grupo, o produto bancário foi de 27,9 milhões de euros, um aumento de 5,2% face a 2019, devido sobretudo à “manutenção da margem financeira (+0,8% face a 2019) e o aumento dos resultados de operações financeiras, de 54,1 milhões de euros em 2019 para 92,4 milhões de euros em 2020”.

No negócio bancário, registou-se um aumento das comissões líquidas de 1,8 milhões de euros, contando com uma redução nas comissões de operação de crédito de 4,7 milhões de euros e as de contencioso e mora 1,2 milhões de euros.

“Os outros resultados de exploração diminuíram 13,2 milhões de euros (-77,5% face a 2019), justificado pela redução dos resultados da recuperação de créditos, juros e despesas de crédito vencido no valor de 13,3 milhões de euros para os 17,4 milhões de euros”, justifica ainda o grupo liderado por Licínio Pina.

Em termos de rácios, o de crédito malparado ficou nos 8,1% em 2020, depois de 9,2% em 2019, correspondendo, respetivamente, a carteiras de 881 milhões de euros e 939 milhões entre os dois anos.

Quanto ao capital, os rácios CET1 (‘common equity tier 1’) e de solvabilidade total quedaram-se nos 18% em 2020, segundo o Crédito Agrícola.

Quanto ao ramo segurador, “a CA Vida apresentou um resultado líquido de 6,1 milhões de euros em 2020”, um crescimento de 25,6%, e a CA Seguros, do ramo não vida, registou um resultado líquido de 4,1 milhões de euros em 2020 “assente num crescimento homólogo dos prémios brutos emitidos de 5,2% para os 138 milhões de euros”.

JE // EA

By Impala News / Lusa

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