Lucro da Corticeira Amorim soma 58 ME até setembro e supera níveis pré-pandemia

O lucro da Corticeira Amorim somou 58 milhões de euros até setembro, subindo 19,6% face ao mesmo período de 2020 e superando os 54,4 milhões de euros de 2019, período pré-pandemia, divulgou hoje a empresa.

Lucro da Corticeira Amorim soma 58 ME até setembro e supera níveis pré-pandemia

Lucro da Corticeira Amorim soma 58 ME até setembro e supera níveis pré-pandemia

O lucro da Corticeira Amorim somou 58 milhões de euros até setembro, subindo 19,6% face ao mesmo período de 2020 e superando os 54,4 milhões de euros de 2019, período pré-pandemia, divulgou hoje a empresa.

“Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, a Corticeira Amorim encerrou os primeiros nove meses de 2021 com um resultado líquido acumulado de 58,0 milhões de euros, um aumento de 19,6% face ao mesmo período de 2020”, lê-se num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No período, as vendas consolidadas aumentaram 11,5% em termos homólogos, para 637,1 milhões de euros, e superaram em 5,7% os níveis de atividade pré-pandemia, dos primeiros nove meses de 2019.

A Corticeira Amorim adianta que o Conselho de Administração irá propor à assembleia-geral de acionistas, agendada para 03 de dezembro, a distribuição parcial de reservas distribuíveis de 0,085 euros por ação.

Segundo a corticeira, “após um início do ano ainda marcado pelos efeitos negativos da pandemia covid-19 sobre as economias e padrões de consumo globais, a evolução favorável iniciada no segundo trimestre manteve-se nos últimos meses, verificando-se crescimento de vendas em todas as Unidades de Negócio (UN)”.

Conforme explica, “a evolução cambial teve um impacto desfavorável sobre as vendas consolidadas, particularmente nas UN Rolhas e Aglomerados Compósitos. Excluindo este efeito, as vendas teriam subido 12,7% nos primeiros nove meses de 2021”.

Até setembro, o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) subiu 16,3% em termos homólogos, atingindo os 110,3 milhões de euros, “beneficiando essencialmente do crescimento dos níveis de atividade”.

“Por outro lado, pressões inflacionistas, nomeadamente de matérias-primas não cortiça, transportes e o inesperado agravamento do preço da energia, tiveram um impacto negativo muito significativo nos resultados operacionais, que foram ainda penalizados pelo referido efeito cambial”, nota a empresa.

Nos primeiros nove meses de 2021, o rácio EBITDA/vendas subiu para 17,3%, face aos 16,6% do mesmo período de 2020.

No final de setembro, a dívida remunerada líquida da Corticeira Amorim cifrou-se em 29,9 milhões de euros, uma redução de 81 milhões de euros face aos 110,7 milhões de euros do final de 2020 e “o nível mais baixo desde junho de 2017”.

De acordo com a Corticeira, tal resultou da “evolução muito favorável da geração de fluxos de caixa e da redução excecional das necessidades de fundo de maneio (decréscimo de 55 milhões de euros)”, mas reflete também o pagamento de dividendos (25 milhões de euros), as aquisições das participações de 50% na Cold River’s Homestead (15 milhões de euros), detentora de uma parte da chamada Herdade do Rio Frio, e de 10% na Bourrassé (cinco milhões de euros), bem como o aumento do investimento em ativo fixo (27 milhões de euros).

Segundo a empresa com sede em Mozelos, Santa Maria da Feira, de janeiro a setembro, as vendas da UN Rolhas, que representam 70% das vendas consolidadas do grupo, aumentaram 11,7%, para 455,6 milhões de euros, refletindo um forte crescimento dos níveis de atividade e uma melhoria do ‘mix’ de produto”.

No período, “todos os segmentos de rolhas registaram crescimento de vendas, assim como a generalidade dos mercados vinícolas”, tendo o EBITDA desta UN ascendido a 84,2 milhões de euros (+7,5% face ao período homólogo) e o rácio EBITDA/vendas a 18,5%.

“As vendas e o EBITDA das UN Matérias-Primas e Rolhas totalizaram 462,5 milhões de euros (+11,3%) e 97,7 milhões de euros (+10,1%) respetivamente, com um rácio EBITDA/vendas de 21,1%”, precisa a Corticeira.

Já a UN Revestimentos aumentou as vendas em 7,7%, para 92,9 milhões de euros, e mais do que quadruplicou o EBTIDA para 4,3 milhões de euros, tendo registado uma melhora do rácio EBITDA/vendas para 4,6%.

Quanto à UN Aglomerados Compósitos, apresentou “um crescimento sólido” de 19,8% das vendas, para 87 milhões de euros, “apesar do impacto negativo da desvalorização do dólar (excluindo este efeito, as vendas teriam crescido 22,5%)”.

“Registou-se um crescimento em todos os segmentos, destacando-se o ‘Footwear’, ‘Flooring Distributors’ e ‘Cork Specialists’, que apresentaram os maiores contributos para este crescimento”, lê-se no comunicado.

Segundo a Corticeira Amorim, “os novos produtos e aplicações e as ‘joint-ventures’ recentemente criadas (Amorim Sports e Corkeen) continuam a apresentar um grande dinamismo, contribuindo conjuntamente com 12 milhões de euros de vendas (14% das vendas da UN). O EBITDA deste segmento de negócio cifrou-se em 7,7 milhões de euros (7,1 milhões em 2020) e o rácio EBITDA/vendas em 8,9%.

Relativamente às vendas da UN Isolamentos, “mantiveram uma evolução muito positiva, impulsionadas por uma robusta recuperação dos níveis de atividade e uma melhoria do ‘mix’ de produto”, tendo somado 10,7 milhões de euros até setembro (+20,4%).

A empresa reporta, neste segmento de negócio, crescimentos “na generalidade dos mercados onde está presente, particularmente em Portugal, França e Itália”, e destaca também “uma melhoria substancial da sua atividade operacional, traduzindo-se numa expansão significativa do rácio EBITDA/vendas para 19,7%”.

PD // CSJ

By Impala News / Lusa

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