Luanda Leaks: Caso “sem dúvida que não ajuda” à reputação da banca – Santander

O presidente do Santander disse hoje que o caso Luanda Leaks “sem dúvida que não ajuda” à reputação da banca, citando Warren Buffet para dizer que “a reputação demora 20 anos a ser conseguida e cinco minutos a desaparecer”.

Luanda Leaks: Caso

Luanda Leaks: Caso “sem dúvida que não ajuda” à reputação da banca – Santander

O presidente do Santander disse hoje que o caso Luanda Leaks “sem dúvida que não ajuda” à reputação da banca, citando Warren Buffet para dizer que “a reputação demora 20 anos a ser conseguida e cinco minutos a desaparecer”.

“Relativamente à reputação, sem dúvida que não ajuda”, respondeu Pedro Castro e Almeida quando questionado sobre o processo ‘Luanda Leaks’ e os alegados esquemas financeiros que poderão ter tido a banca portuguesa (nomeadamente através do EuroBic) como veículo para transações da empresária Isabel dos Santos.

Pedro Castro e Almeida disse ter a perceção e o conhecimento de que “a reputação do setor e da banca não é boa em Portugal, não é boa na Europa, e não é boa no mundo”.

“Desde 2008 é algo que não se tem conseguido melhorar, e como dizia o Warren Buffet [milionário americano], a reputação demora 20 anos a ser conseguida e cinco minutos a desaparecer. E realmente está a demorar a entrarmos no carril, e eu digo a nível mundial, para construirmos estes 20 anos, que demoram muito tempo”, reconheceu o gestor.

Pedro Castro e Almeida disse há dias ter visto um ‘ranking’ em que a banca mundial, entre 50 setores de atividiade, “aparecia em penúltimo lugar”.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (ICIJ) revelou em 19 de janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks’, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano, utilizando paraísos fiscais.

De acordo com a investigação do consórcio, do qual fazem parte o Expresso e a SIC, Isabel dos Santos terá montado um esquema de ocultação que lhe permitiu desviar mais de 100 milhões de dólares (90 milhões de euros) para uma empresa sediada no Dubai e que tinha como única acionista declarada Paula Oliveira.

A investigação revela ainda que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no EuroBic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal acionista, foi esvaziada e ficou com saldo negativo no dia seguinte à demissão da empresária da petrolífera angolana. O EuroBic já anunciou que a empresária vai abandonar a estrutura acionista e cortou relações comerciais com Isabel dos Santos.

O Banco de Portugal disse que retirará as devidas consequências de informação recebida do EuroBic, e a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) indicou que já avançou com ações de supervisão concretas.

JE // JNM

By Impala News / Lusa

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