Lesados do BES em protesto ruidoso no Porto prometem continuar na rua

Lesados do BES em protesto ruidoso no Porto prometem continuar na rua

Algumas dezenas de lesados do BES/Novo Banco manifestaram-se frente ao Banco de Portugal, no Porto, com cartazes em apoio das suas reivindicações, num ruidoso protesto que prometem repetir.

Porto, 13 abr 2019 (Lusa) — Algumas dezenas de lesados do BES/Novo Banco manifestaram-se hoje frente às instalações do Banco de Portugal, no Porto, com dezenas de cartazes em apoio das suas reivindicações e tocando improvisados bombos, num ruidoso protesto que prometem repetir.

“Prometemos não desistir dos protestos públicos até recuperarmos o nosso dinheiro”, garantiu António Silva, um dos organizadores do protesto, em declarações à agência Lusa.

Em 16 de março, cerca de 25 lesados fizeram uma manifestação junto à casa do governador do Banco de Portugal, em Lisboa, e quase uma semana depois esperaram, em protesto, a chegada à Reitoria da Universidade do Porto do Presidente da República, que disse que os iria receber em Belém.

Os representantes do grupo de lesados admitiram depois que ficaram dececionados por não terem sido recebidos pelo Presidente da República em Belém, mas por assessores.

Já hoje, António Silva disse que, ainda assim, o grupo espera que o Presidente “faça algo” para se resolver a situação, à semelhança do que aconteceu em “Itália, que vai indemnizar os clientes enganados pela banca”.

Desde a resolução do Banco Espírito Santo (BES), em 03 de agosto de 2014, que estes lesados (muitos deles emigrantes) têm reclamado a devolução do dinheiro investido em papel comercial vendido pelo BES, referindo que essas aplicações estavam protegidas por uma provisão de 1.837 milhões de euros que o Banco de Portugal obrigou o BES a constituir e que passou para o Novo Banco aquando da resolução, em agosto de 2014.

Contudo, referem, essa provisão que dava aos clientes do papel comercial a garantia de que receberiam o capital investido não foi honrada, o que têm considerado um “roubo” do Banco de Portugal.

“Por que não nos pagam, é a pergunta que continuamos a fazer”, afirmou hoje António Silva.

JGJ (IM) // PMC

By Impala News / Lusa

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