Lagarde não descarta subida de 50 pontos base nos juros em setembro

A presidente do BCE não descartou hoje uma subida de 50 pontos base nas taxas de juro em setembro, se a taxa de inflação continuar a acelerar, após anunciar que o primeiro aumento em 11 anos irá ocorrer em julho.

Lagarde não descarta subida de 50 pontos base nos juros em setembro

Lagarde não descarta subida de 50 pontos base nos juros em setembro

A presidente do BCE não descartou hoje uma subida de 50 pontos base nas taxas de juro em setembro, se a taxa de inflação continuar a acelerar, após anunciar que o primeiro aumento em 11 anos irá ocorrer em julho.

“A flexibilidade irá continuar a ser um elemento da política monetária”, disse a responsável do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em conferência de imprensa, depois de explicar que, numa análise prospetiva, a instituição espera “aumentar as taxas de juro diretoras do BCE novamente em setembro”.

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Christine Lagarde salientou que “a calibração deste aumento das taxas dependerá das perspetivas atualizadas para a inflação a médio prazo”. “Se as perspetivas para a inflação a médio prazo persistirem ou se deteriorarem, será apropriado proceder a um incremento maior na reunião de setembro”, disse. Desta forma, Lagarde antecipou que, em setembro, se as perspetivas para a inflação no médio prazo se mantiverem em 2,1% para 2024 ou piorarem, a subida das taxas será maior do que os 25 pontos base de julho.

A responsável do BCE defendeu que a subida de 25 pontos base na taxa de juros em julho e outra adicional em setembro não é um movimento isolado, mas o primeiro de uma trajetória “gradual” e “sustentada”. A decisão foi hoje anunciada depois de uma reunião, na qual o Conselho de Governadores decidiu manter este mês as taxas de juro, mas confirmou o fim da compra de ativos a partir de dia 01 de julho e considerou estarem reunidas as condições necessárias para a subida dos juros.

A presidente do banco central frisou que a instituição identificou “um caminho, não um movimento específico, mas uma série de movimentos nos próximos meses”. Questionada sobre se o aumento da taxa de juros em julho, a primeira em 11 anos, terá um impacto imediato na inflação, Lagarde afirmou que “não”, acrescentando que o impacto chegará “no longo prazo”.

Para a responsável do BCE, este “não é um passo, mas sim um percurso que começou no passado mês de dezembro”, que tem colocado a entidade em condições de abandonar os instrumentos não convencionais da sua política monetária. De qualquer forma, a presidente do BCE tem defendido que o conselho de governadores quer garantir que a inflação volte à meta de 2% no médio prazo, depois de admitir que as pressões inflacionistas se intensificaram e alargaram.

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