Juros das dívidas soberanas dos EUA e Europa continuam escalada

Os juros das dívidas soberanas dos EUA e da Europa continuavam hoje a escalar, com os mercados a anteciparem a manutenção pelos bancos centrais de uma política monetária agressiva.

Juros das dívidas soberanas dos EUA e Europa continuam escalada

Juros das dívidas soberanas dos EUA e Europa continuam escalada

Os juros das dívidas soberanas dos EUA e da Europa continuavam hoje a escalar, com os mercados a anteciparem a manutenção pelos bancos centrais de uma política monetária agressiva.

Segundo dados da Bloomberg, às 11:45, os juros da dívida de Portugal a 10 anos estavam a subir para 3,534%, um máximo desde maio de 2017, contra 3,441% na quinta-feira, enquanto os da Alemanha no mesmo prazo, considerada a mais segura da Europa, avançavam para 2,488%, o nível mais alto desde julho de 2011.

Nos EUA, os juros da dívida a dez anos subiam para 4,27%, um novo máximo desde o final de 2007.

Analistas do Banca March citados pela Efe explicam que a mistura de políticas agressivas de taxas de juro do banco central – e comentários – e a cada vez mais provável chegada da recessão económica significam que a dívida continua a não encontrar um patamar.

Observam que os juros das obrigações a dez anos dos EUA aumentaram durante onze semanas, depois de terem atingido um mínimo de 2,51% em agosto.

Os juros das obrigações norte-americanas estão hoje a subir acentuadamente, depois de o presidente da Reserva Federal de Filadélfia, Patrick Harker, ter dito que os aumentos das taxas da Reserva Federal dos EUA (Fed) até agora pouco fizeram para manter a inflação sob controlo, pelo que serão necessários mais aumentos.

Harker espera que as taxas sejam bem superiores a 4% até ao final do ano.

Antes da reunião do Fed de 02 de novembro, o Banco Central Europeu (BCE) poderia anunciar uma nova subida das taxas de juro de 75 pontos base no dia 27 de outubro, segundo as expectativas do mercado.

Noutras partes da Europa, os juros das dívidas soberanas a dez anos da Itália subiram para 4,85%, da Grécia para 5,08% e de Espanha para 3,6%.

No Reino Unido, na sequência da demissão da primeira-ministra Liz Truss, na quinta-feira, a obrigação de referência estava a subir e para 4,02%.

MC // EA

By Impala News / Lusa

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