Jerónimo reafirma que passe social deve ser complementado com “aumento da oferta”

O secretário-geral do PCP viajou hoje no transporte fluvial do Tejo, entre Almada e Lisboa, reafirmando que o novo passe social deve ser complementado com o “aumento da oferta” em todos os meios de transporte público.

Jerónimo reafirma que passe social deve ser complementado com

Jerónimo reafirma que passe social deve ser complementado com “aumento da oferta”

O secretário-geral do PCP viajou hoje no transporte fluvial do Tejo, entre Almada e Lisboa, reafirmando que o novo passe social deve ser complementado com o “aumento da oferta” em todos os meios de transporte público.

“Medida tomada, decisão acertada, benefício para os utentes, agora é preciso complementar com uma questão importantíssima que é aumentar a oferta. Se as pessoas hoje têm melhores condições para usar o passe intermodal, naturalmente que a oferta tem que aumentar, tem que haver os transportes correspondentes tanto ferroviários, como terrestres ou fluviais, que incorporem e se harmonizem com este avanço”, defendeu Jerónimo de Sousa.

O líder comunista falava aos jornalistas após ter feito a travessia fluvial operada pela Transtejo entre Almada, no distrito de Setúbal, e o Cais do Sodré, em Lisboa, onde realçou que o novo passe social, com preços que não ultrapassam os 40 euros, vai “reforçar o recurso aos transportes públicos”.

Já em 14 de fevereiro, Jerónimo de Sousa tinha advertido, após fazer a ligação fluvial entre o Seixal e o Cais do Sodré, que a redução de preços nos passes deveria ser acompanhada por mais navios e contratação de trabalhadores.

Também hoje, apesar de considerar que o aumento da oferta deve ser transversal em todos os transportes, o secretário-geral do PCP frisou que é necessário o “reforço de barcos” e uma aposta na “manutenção e reparação”, enquanto não chegam os novos catamarãs.

“Há um concurso perspetivado, mas ainda distante no tempo. Nós consideramos que a manutenção e reparação são medidas que não resolvem, mas evitam os problemas maiores que têm acontecido na zona dos barcos, em que por vezes chega a estar a circular um ou dois navios, o que é claramente insuficiente”, explicou.

Em fevereiro foi publicado em Diário da República o concurso para a aquisição e manutenção de dez novos navios para a Transtejo, num investimento de 89,9 milhões de euros, dos quais cerca de 57 milhões de euros para a aquisição de barcos e 33 milhões para a manutenção.

Segundo o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, prevê-se que o primeiro catamarã entre em circulação no final do próximo ano, entrega de três navios em 2021 e seis “ao ritmo de dois em cada ano”, ficando o processo concluído em 2024.

A falta de navios e a supressão de ligações são dois dos problemas apontados à Transtejo, contudo, hoje pelas 08:30 a viagem decorreu sem contratempos.

Jerónimo de Sousa aproveitou a visita para sublinhar que o novo passe social tem grande relevância para “centenas de milhares de utentes” e que algumas famílias vão poupar “centenas de euros”.

O passe único entra em vigor a partir de 01 de abril, na Área Metropolitana de Lisboa e deverá custar, no máximo, 40 euros mensais por utente, permitindo que as crianças até aos 12 anos viajem gratuitamente e mantendo os descontos para estudantes, reformados e carenciados.

DYBS (JML) // JPS

By Impala News / Lusa

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