Investimento direto estrangeiro no Brasil caiu 50,6% em 2020 – Banco Central

O investimento estrangeiro na economia brasileira somou 34,1 mil milhões de dólares (28,3 milhões de euros) em 2020, 50,6% menos do que no ano anterior, anunciou hoje o Banco Central.

Investimento direto estrangeiro no Brasil caiu 50,6% em 2020 - Banco Central

Investimento direto estrangeiro no Brasil caiu 50,6% em 2020 – Banco Central

O investimento estrangeiro na economia brasileira somou 34,1 mil milhões de dólares (28,3 milhões de euros) em 2020, 50,6% menos do que no ano anterior, anunciou hoje o Banco Central.

Em 2019, o Brasil recebeu 69,1 mil milhões de dólares (57,1 mil milhões de euros) em investimentos diretos do exterior.

Os investimentos estrangeiros em projetos produtivos no Brasil têm vindo a cair drasticamente desde o início da pandemia do novo coronavírus, devido à incerteza dos ainda desconhecidos efeitos sobre a maior economia sul-americana.

O Banco Central brasileiro atribuiu a queda nos recursos que os estrangeiros investem no país, que atingiu o menor patamar desde 2009, à retração da atividade económica global causada pela covid-19, que também originou uma fuga de investimentos em outros países emergentes.

O resultado ficou abaixo da previsão da autoridade monetária, que previa investimentos estrangeiros diretos de 36 mil milhões de dólares (26,7 mil milhões de euros) em 2020, segundo cálculos revisados pelo Banco Central no último mês de dezembro.

Apenas em dezembro, os recursos externos aplicados no Brasil somaram 739 milhões de dólares (611 milhões de euros), queda de 73,9% face a dezembro de 2019 e bem abaixo da projeção de 2,6 mil milhões de dólares (2,1 mil milhões de euros) apontada pelo Banco Central.

Para 2021, o Banco Central brasileiro projeta investimentos estrangeiros diretos de 60 mil milhões de dólares (49,6 mil milhões de euros).

Segundo aquela instituição, o Brasil encerrou 2020 com défice de 12,5 mil milhões de dólares (10,3 mil milhões de euros), montante equivalente a 0,87% do Produto Interno Bruto (PIB), nas suas transações no exterior, face o défice de 50,6 mil milhões de dólares (41,8 mil milhões de euros) registado em 2019 (2,7% do PIB).

Este é o melhor resultado desde 2007 para o saldo em transações correntes, principal referência no setor externo do país e composto pela balança comercial (comércio internacional de produtos), serviços e rendas (remessa de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

CYR // VM

By Impala News / Lusa

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